Neste mês, de fevereiro, faço aniversário. Querendo ou não,a data natalícia nos predispõe a reflexões existenciais, a balanços, a mea-culpas.Esta noite, por exemplo, perdi o sono e fiquei divagando sobreexperiências boas e outras não tão felizes.Como seria bom se a vida transcorresse sem malquerenças. Assim, como São Francisco de Assis : Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união...
Mas ele era santo, fiquei pensando. Na vida real, dos que não são santos, é muito difícil conduzir-se pelo mundo do trabalho e das relações humanas, sem causarnenhum dano.
Não gosto de conflitos, mas nem sempre pude evitá-los.
A vida profissional é muito competitiva, e só há duas opções viáveis: ou conformar-se à obscuridade ou aceitar que suas conquistas, por mais modestas que sejam , deixam outras pessoas infelizes.
Hoje em dia, no Brasil, emergiu outra fonte de conflitos. As opções políticas recrudesceram e facilmente resvalam para uma verdadeira guerra fratricida. “Quem não é do meu partido, quem não vota como eu é meu inimigo.”
Onde estará o segredo da perfeitaharmonia? Poderia ser norefúgio em doutrinas contemplativas ou na adesãoa um estilo monástico de viver? Enquanto busco respostas vou rezando, porque não perdi o hábito de rezar, pedindo a Deus que faça de mim um instrumento de sua paz e que, ao levar a paz, essa paz também habite em mim.