Como acontece quase todos os sábados, fui com os adolescentes que participam de um projeto de pesquisa de leitura,   ao cinema. O filme da vez foi “Caça-Fantasmas” ( USA).  Essa sequência de  uma bem sucedida franquia  dos anos 1980, é dirigida  por  Paul Feig e é mais que  barulho e efeitos especiais. A  comédia põe em cheque valores da sociedade contemporânea, como o feminismo,  a homofobia,   o racismo, o academicismo,  a crença religiosa na possessão, entre outros.

Os caças- fantasmas desta vez são  quatro mulheres autossuficientes , uma delas negra, funcionária do metrô, e duas pesquisadoras de Física em universidades, usuárias de jargão científico,  além de uma secretária, com modos   tipicamente masculinos. Elas contratam,    como recepcionista,  um rapaz lindo, louro e burro.

É o avesso , ainda não o avesso do avesso, mas é o avesso.

São muitas  as intertextualidades, inclusive ao Godzila ( monstro japonês  famoso desde 1954 )  invadindo  Nova York,   e a situações contemporâneas. Em 2040, depois de muito lutar e vencer os fantasmas,   que insistem  em entrar em corpos alheios,  as caçadoras comentam que o presidente dos Estados Unidos é uma planta, não mais um negro, ou uma mulher. Uma planta ! 

O filme é bom para quem gosta de efeitos especiais e também para  os que apreciam esse tipo de humor, entre os quais me incluo.

Brasília, 16 de julho de 2016.

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