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25062008 - JORNAL DO BRASIL - RJ
Projeto tenta melhorar ensino da leitura
Professores da UnB concluem uma coleção de livros destinada a ao ensino fundamental
DA UNB AGÊNCIA
As escolas brasileiras têm avançado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mas ainda falham na missão de habilitar alunos, desde as séries iniciais, a compreender e a escrever textos coesos. De acordo com a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Stella Maris Bortoni, um dos problemas está na deficiência de formação dos professores. Para oferecer subsídios a esses docentes em suas práticas pedagógicas, ela organizou a coleção Ensinar Leitura e Escrita no Ensino Fundamental, lançada ontem no auditório Dois Candangos (campus do Plano Piloto, prédio da FE-5). São quatro livros, todos de professores e pesquisadores da UnB: Falar, ler e escrever em sala de aula, de Stella Maris e Maria Alice Fernandes de Sousa; Integração de crianças de 6 anos ao Ensino Fundamental, de Silviane Bonaccorsi Barbato; A construção da leitura e da escrita, de Márcia Elizabeth Bortone e Cátia Martins; e Educação de jovens e adultos, de Maria do Rosário Ribeiro Alves.
Sugestões de atividades
A coleção propõe fornecer sugestões de atividades para a sala de aula, levar informações sobre avanços dos estudos da linguagem, orientar pesquisas etnográficas e facilitar a preparação de novas aulas. O valor de cada livro varia entre R$ 19 e R$ 29. A coleção é da Editora Parábola. A série é um instrumento de apoio para o professor construir as aulas e também melhorar seu desempenho argumenta Stella Maris. As orientações vão desde a integração dos alunos que agora ingressam no ensino fundamental aos seis anos de idade à alfabetização de jovens e adultos. Estamos procurando incentivar o professor a desenvolver habilidades de leitura, escrita e fala e cada material está de acordo com a maturidade dos estudantes explica. O Ideb é calculado com base no desempenho dos alunos da rede pública na Prova Brasil, teste de leitura e matemática aplicado a cada dois anos. Em 2007, apenas duas unidades da federação Paraná e Distrito Federal tiveram notas iguais a 5,0. O Brasil quer chegar ao índice 6, mas estamos longe disso, levando em conta os parâmetros internacionais diz De acordo com ela, além de melhores condições de infra-estrutura, uma forma eficaz de melhorar esse índice é capacitar os professores. Os países que estão no topo do ranking tem como política investir na formação do professores afirma a professora,.
Transcrição
Baseados em sociolingüística educacional, os livros oferecem a transcrição de aulas ministradas, discussões e análises sobre as aulas, sugestões de pesquisa documental e etnográfica e até orientações para envio de dúvidas e troca de experiências com os autores. A série também leva em conta a integração com outras disciplinas do currículo escolar e o trabalho com diversos tipos de conceitos. Em uma das atividades trabalhamos com uma pecinha de teatro sobre a Festa de São João. As crianças a apresentam e com ela vai toda uma reflexão sobre certos falares estigmatizados do Brasil, principalmente os da zona rural exemplifica. O primeiro volume da coleção, Falar, ler e escrever em sala de aula, do qual Stella Maris é autora juntamente com a pesquisadora Maria Alice Fernandes de Sousa, ocupa-se do ensino da leitura e da escrita desde a pós-alfabetização até o quarto ano do ensino fundamental. Por meio de orientações, o livro serve para melhorar a deficiência dos alunos na fase de consolidação da alfabetização.
Deficiências à mostra
De acordo com a professora, pesquisas mostram que o ensino brasileiro é deficiente nesta fase de consolidação das habilidades de alfabetização. Para ela, um dos motivos é o trabalho pautado quase que exclusivamente na gramática. É importante saber analisar a língua que usamos, mas no ensino não deve haver apenas a questão da nomenclatura, e sim um trabalho dos usos da língua, para fazermos leitura com compreensão, entender o que está explícito e implícito no texto ressalta.