Artigos

GUMPERZ, John J. Discourse strategies. Cambridge, Cambridge University Press, 1988, p. 1-37.

 

  Esta resenha aborda a introdução e o primeiro capítulo, intitulado “A sociolingüística da comunicação interpessoal”, do livro Discourse Strategies de Gumperz.

  Em sua introdução, Gumperz define a comunicação como uma atividade social que requer o esforço coordenado de um ou mais indivíduos e que só acontece quando há interação, isto é, quando um movimento de fala dá a deixa para uma resposta. Para a comunicação ocorrer efetivamente, os falantes precisam lançar mão de competências além da competência gramatical, dentre as quais está a inferência, recurso usado para que possamos determinar o tipo de evento comunicativo em questão e compreender e usar recursos verbais e não verbais apropriados que facilitem a interação, principalmente quando se trata de atos ilocucionais indiretos.

O autor dá o exemplo de um diálogo entre duas colegas de escritório em que a conversa é permeada por atos ilocucionais indiretos pelo fato de as duas compartilharem os esquemas necessários para interpretar o que está acontecendo. Ele argumenta que uma teoria geral de estratégias de discurso deve começar por especificar qual o conhecimento lingüístico e sócio-cultural que precisa ser compartilhado para que o envolvimento conversacional seja mantido, para depois investigar a relação entre a natureza da inferência conversacional e a especificidade cultural, subcultural e situacional da interpretação.

Para Gumperz, a análise conversacional é um campo de investigação em ascensão que tem recebido contribuições de diversas perspectivas disciplinares: lingüistas antropológicos mostram que as normas que definem os comportamentos de fala, até mesmo do que consiste um evento de fala, variam de cultura para cultura e de contexto para contexto; semanticistas têm defendido o estudo de atos da fala como unidades da ação humana; outros lingüistas têm começado a enfocar os sinais gramáticos e semânticos da coesão textual e o papel de esquemas na compreensão do discurso; sociólogos estão criando uma nova tradição de análise conversacional que se concentra diretamente em estratégias verbais de coordenação falanteouvinte reveladas em tomada de turnos e outras práticas de gerência da conversação. No entanto, ele aponta que ainda estamos longe de uma teoria de comunicação verbal que integre o que sabemos sobre gramática, cultura e convenções interativas em um único esquema de conceitos e procedimentos analíticos. Cada uma das tradições acima se concentra em uma parte do todo. Além disso, a análise da conversação faz uso de dados obtidos em interações em grupos homogêneos lingüística e socialmente, assumindo que existe envolvimento e interação entre os interlocutores e que as convenções de interpretação são compartilhadas. Essa visão romântica não está em consonância com as características do mundo contemporâneo, em as fronteiras sociais são difusas e a comunicação intensiva entre pessoas de diferentes backgrounds culturais se torna regra, não exceção. Com isso, a abordagem interpretativa se torna particularmente esclarecedora pelo fato de não pressupor o compartilhamento de normas ou regras interacionais. Levando isso em conta, o livro apresenta e interpreta situações interacionais em que, embora os interlocutores falem a mesma língua, eles não compartilham do mesmo conhecimento prévio e, por isso, precisam superar ou estar cientes dos símbolos comunicativos que sinalizam essas diferenças para que o engajamento conversacional seja mantido. Há também ênfase em interações em que mudanças de código ou estilo estão presentes, no intuito de investigar de que forma diferenças em valores sociais e no uso da gramática e léxico são exploradas para transmitir nova informação. O autor salienta também que seus estudos sobre a natureza e o funcionamento de estratégias conversacionais o levaram a concluir que as diferenças sócio-culturais e sua reflexão lingüística não são meramente causas de mal entendidos ou discriminação; elas são também formas de manter fronteiras sutis de poder, status, papéis e especialização profissional. Uma teoria sociolingüística que considere problemas de mobilidade, poder e controle social não pode pressupor que haja uma uniformidade de sinais como uma precondição para a comunicação bem sucedida.  Por isso, pesquisas sobre inferências conversacionais contribuem significativamente para os estudos sociolingüísticos, uma vez que elas podem, por meio da análise minuciosa dos mecanismos sinalizadores aos quais os interlocutores reagem, estabelecer pistas e convenções simbólicas por meio das quais a distância é mantida ou esquemas de interpretação são criados.

Gumperz inicia o capítulo seguinte com uma perspectiva histórica dos antecedentes da sociolingüística, uma nova área de estudos que investiga o uso de linguagem por grupos humanos específicos e conta com fontes de dados e paradigmas analíticos bem distintos daqueles empregados por lingüistas, embora os dois campos tenham raízes intelectuais comuns. Essas raízes remontam do século dezenove, quando a necessidade de descrever línguas que não tinham registros escritos despertou o interesse pelos sons da linguagem falada. Esse estudo, que se iniciou com uma tentativa de descrever elementos de sons isolados, passou a se concentrar em relações contrastantes entre grupos de sons acusticamente semelhantes, em busca de regularidades. É nessa distinção entre a observação empírica e abstrações baseadas em contrastes em nível de sons e significados que se baseia a dicotomia clássica apresentada por Saussure entre parole e langue. Essa visão estruturalista que afirma que a cognição humana pode ser descrita em termos de categorias simbólicas abstratas e descontextualizadas permeou os estudos lingüísticos dos séculos dezenove e vinte. Saussure e seus dialetologistas contemporâneos já estavam conscientes da complexidade da relação entre distinções gramaticais estruturais e fronteiras populacionais, mas ainda havia uma tendência em dividir a humanidade em unidades nacionais ou étnicas distintas, cada qual com sua tradição e cultura independentes e uma linguagem ou dialeto caracterizado por uma estrutura gramatical distinta. Os desvios estruturais eram considerados não-sistemáticos e irrelevantes para o estudo lingüístico. Portanto, dados considerados relevantes eram aqueles removidos de seu contexto situacional e transpostos em categorias abstratas por meio de testes de hipóteses que constituíam a base de generalizações sobre o funcionamento da linguagem. Com isso, a metodologia lingüística passou a ser diferente da de outras áreas das ciências sociais, nas quais a observação empírica direta gerava os dados primários para o tratamento estatístico ou analítico.

A análise estrutural deixou de ser apenas uma ferramenta de reconstrução histórica ou para o desenvolvimento de sistemas de transcrição de línguas não escritas com os estudos da linguagem de índios norte-americanos por lingüistas influenciados por Franz Boas, Edward Sapir e Leonard Bloomfield. A imersão dos lingüistas no contexto estudado e a necessidade de adaptação aos esquemas de referência dos informantes contribuíram para uma visão mais ampla das implicações da abordagem lingüística para o estudo do comportamento. Com isso, a análise estrutural forneceu evidências empíricas de que a cognição humana é afetada significativamente por forças históricas. Sapir mostrou em seus estudos com seu aluno Whorf que o significado é culturalmente determinado e sistematizado no subconsciente. No entanto, nem Sapir nem seus seguidores investigaram os mecanismos por meio dos quais limitações da cognição culturalmente determinadas afetam a capacidade do indivíduo de interagir e cooperar com os outros em situações do dia-a-dia. Para Gumperz, os estudos sobre linguagem e cultura permanecem especulativos e se limitam a uma descrição dos paralelos entre características lingüísticas e culturais, independentemente determinadas, de grupos em particular, não abordando os processos que levam a esses paralelos e que condicionam seus efeitos sociais. Com poucas exceções, os estudos de linguagem e cultura tendem a se limitar à reconstrução histórica e problemas relacionados à história cultural. Para os estruturalistas, a entoação, o ritmo da fala e a escolha lexical, fonética e sintática eram características marginais da linguagem, que afetam a qualidade expressiva de uma mensagem, mas não seu significado básico.

Com Chomsky e sua ênfase na distinção entre a estrutura superficial e a estrutura profunda da linguagem, a noção do que é um dado lingüístico foi alterada. Suas premissas racionalistas o fizeram dispensar o método empírico de coleta de dados e utilizar informantes não como fonte de dados, mas como testadores das hipóteses formuladas teoricamente em princípio. Para Gumperz, a grande contribuição de Chomsky e da gramática gerativa foi o rompimento com a tendência de estruturalistas mais antigos em enfatizar as diferenças entre os sistemas lingüísticos, uma vez que Chomsky foi o primeiro estudioso a propor uma teoria de habilidade lingüística pan-humana.

No entanto, apesar de sua relevância teórica, a gramática gerativa tem relevância prática limitada para o estudo dos processos de interação verbal porque ela estuda a linguagem em um nível de abstração que é muito generalizado para dar conta de interpretações situacionais. No início dos anos 50, os estudos de surveys etnográficos feitos por lingüistas antropológicos sobre estrutura e uso lingüístico na Europa e nas nações em desenvolvimento na Ásia e na África mostraram que os fatores sócio-históricos exercem um papel fundamental na determinação de fronteiras lingüísticas. Muitas vezes línguas consideradas diferentes tanto popularmente como por lei são, na verdade, quase idênticas em nível gramatical. Outras vezes, línguas com variedades bastante distintas gramaticalmente são, ainda assim, consideradas uma só. Isso nos leva a crer que a noção de sistema gramatical do lingüista nem sempre corresponde à noção popular do que é uma língua. Além disso, a interpretação de segmentos mais longos do discurso envolve processamento simultâneo de informações em vários níveis de generalidade. Para determinar o significado de uma interação, é necessário que utilizemos nosso conhecimento prévio e esquemas interpretativos baseados em situações semelhantes, além do conhecimento gramatical e lexical. Portanto, não se pode construir uma teoria de comunicação baseada em asserções sobre homogeneidade estrutural e processamento de frases palavra por palavra que são peculiares às sessões de coletas de dados conduzidas por lingüistas, o que nos mostra a limitação da teoria gramatical.

Paralelamente ao trabalho dos estruturalistas, os dialetologistas usavam métodos de pesquisa de campo que envolviam ora o envio de questionários ora viagens de vila a vila gravando a fala local e pesquisando a distribuição de certas características da fala passíveis de mudança e depois o mapeamento das conclusões para mostrar a distribuição de variantes no espaço social e geográfico. Embora essas pesquisas tenham contribuído para a percepção a respeito de determinantes sociais da distribuição lingüística, a validade e fidedignidade de seus métodos de pesquisa eram questionáveis. O que mudou essa perspectiva foi o uso feito por Labov de métodos sociológicos quantitativos para relacionar variáveis lingüísticas com variáveis sociais. Com isso, um novo paradigma de pesquisa se desenvolveu, rejeitando a teoria de Saussure e de Chomsky da uniformidade dos sistemas gramaticais e estudando comunidades de fala, não a competência lingüística de indivíduos. A gramática deixou de ser algo que se localiza na mente da pessoa e passa a ser uma característica compartilhada por grupos humanos. Dois tipos de regras gramaticais passaram a ser reconhecidas: as regras categóricas e as regras variáveis. As categóricas são compartilhadas e podem ser analisadas por meio de métodos tradicionais. No entanto, para as regras variáveis, a análise lingüística é empregada somente para determinar o grau de variabilidade. Um valor numérico é atribuído às variantes dentro de uma certa margem de variabilidade e sua incidência é estatisticamente relacionada com fatores relevantes do contexto lingüístico e com as características sociais dos falantes.

Embora Gumperz reconheça a importância desses estudos sociolingüísticos quantitativos, que elucidaram questões anteriormente desconhecidas a respeito da relação entre atitudes, opiniões e comportamentos, ele ainda acha sua aplicabilidade para a análise dos processos de comunicação face a face limitada devido ao fato de que contagens de variáveis lingüísticas são generalizações estatísticas baseadas em métodos de coleta de dados de surveys em vez de em conclusões validadas por meio de análises mais aprofundadas de competência lingüística. Tais medições quantitativas se aplicam a tendências comportamentais em agregados populacionais e necessariamente dependem de suposições feitas a priori a respeito do que é compartilhado, como é distribuído e o quão significativo e generalizável é. O problema é que tais fronteiras sociais tão aparentes estão desaparecendo e sanções obrigando a conformidade a normas grupais estão se enfraquecendo no mundo, enfatizando, pois, a liberdade do indivíduo em alterar sua personalidade social de acordo com as circunstâncias, conforme nos mostrou o trabalho de Gumperz e Blom na Noruega. Estudos utilizando metidos correlacionais não são suficientes para mostrar o que leva à estigmatização lingüística e por que práticas de estigmatização persistem face à universalização da educação e da mídia. Para entender o papel da linguagem na educação e em processos sociais, precisamos começar por um entendimento mais detalhado de como símbolos lingüísticos interagem com o conhecimento social no discurso. É necessária uma visão mais dinâmica de ambientes sociais, onde forças históricas, econômicas e processos interativos se combinam para criar o eliminar distinções sociais.

Na última parte do capítulo, Gumperz ilustra quais os fatores que uma teoria sociolingüística precisa levar em consideração por meio de um exemplo em que um aluno negro faz uma pergunta ao seu professor universitário usando a norma padrão e depois se volta para os colegas, também negros, e usa o dialeto de Black English para dizer que “se deu bem”. O autor analisa essa competência que o falante tem de alternar do dialeto negro para o dialeto padrão. No entanto, sua análise mostra que essa alternância é muito mais do que uma simples alternância do formal para o informal, conforme mostrado pela interpretação do diálogo feita por um painel de juizes. Ele divide a opinião dos juizes em quatro grupos: o primeiro simplesmente não compreendeu essa alternância; o segundo interpretou-a como uma alternância de código como uma forma de rejeitar o professor branco e a academia; o terceiro grupo interpretou o uso do Black English como uma estratégia conversacional indicando que o falante estava dirigindo a palavra apenas ao grupo de negros; o quarto grupo interpretou a alternância para o Black English como uma forma do falante se justificar, dizendo que está dançando conforme a música. Uma análise mais aprofundada feita pelo quarto grupo apontou para o fato de que essa alternância radical do dialeto padrão para o dialeto de Black English não é comum entre estudantes de pós-graduação como o falante analisado. Na verdade eles usam variantes mais no meio desse contínuo. A forma cantada utilizada pelo falante mostra que ele estava encenando um papel do estereótipo do negro, não dele mesmo. Ele usa uma estratégia indireta de se identificar com as tradições culturais e históricas Afro-americanas e conta com o fato de que os interlocutores negros compartilham o mesmo esquema contextual que ele e, portanto, vão entender sua mensagem. Com esse exemplo, Gumperz demonstra que a abordagem interpretativa difere das outras tradições lingüísticas e socioliguísticas em sua noção do que é comunicado e o que comunica em interações verbais. Embora surveys de uso da linguagem possam fornecer informações a respeito de tendências gerais de comportamento, eles não dão conta de explicar a habilidade humana de contextualizar a interpretação. Portanto, aferições sobre a relação entre fatores sociolingüísticos analisados estatisticamente e o comportamento individual não são passíveis de serem testadas nos moldes da teoria sociolingüística voltada para grupos. Por outro lado, uma abordagem voltada para o falante enfoca diretamente as estratégias que governam o uso de conhecimentos lexicais, gramaticais e sociolingüísticos na produção e interpretação de mensagens dentro de seu contexto.

 

 

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CARLOS HEITOR CONY

Xama e atensão

Não sou pela correta grafia das palavras nem pela gramática correta; ambas são convenções

DESDE QUE me entendo por gente (e mesmo antes disso), ouço falar em decadência do ensino, baixo nível dos vestibulandos, coisas assim. Como qualquer mortal, também cruzei o gargalo de antanho, quando as provas nada tinham do atual sistema de múltipla escolha. Achei profundamente cretina a redação que me mandaram fazer no exame (narre um filme que viu recentemente) e desovei duas páginas de papel almaço, veículo então obrigatório para requerimentos, certidões e exames escolares.
O que interessava era o resultado: passei no vestibular sem mortos nem feridos, embora tenha sofrido com o exame de latim, onde o catedrático da matéria recusou minha pronúncia, impondo-me Quíquero em lugar de Cícero.
Num ano dos mais antigos do passado, aqui no Rio de Janeiro, o vestibular unificado provocou pasmo e ira de jornais e educadores. Na prova de redação, alguns alunos escreveram chama com x, atenção com s e massa com cê cedilha. A televisão perguntou drasticamente: pode um aluno que escreve xama, atensão e maça freqüentar uma universidade?
Ninguém me perguntou a opinião, mas vou dá-la gratuita e escandalosamente: pode. Em princípio, sou contra o tal vestibular unificado, que acredito reduzir a sabedoria humana a uma espécie de loteria esportiva intelectual.
Um rapaz analfabeto de pai, mãe e avoengos pode cursar desde o primário até a extensão universitária acertando sempre nas colunas respectivas (aliás, teve um que tirou o primeiro lugar). Pode formar-se engenheiro sem saber somar dois e dois, ser médico sem saber para que serve o coração, ser professor de geografia sem saber que uma ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados.
Essa hipótese, matematicamente viável, tem uma probabilidade mínima. Um entendido já me explicou a fórmula; parece que são necessários trezentos bilhões de provas para que um mesmo cidadão, sem nada saber, vá do bê-a-bá até a tese sobre a Teoria do Quanta ou sobre as Influências Medas na Cerâmica dos Persas. Deixa para lá.
Sendo contra a múltipla escolha, não sou pela correta grafia das palavras. E muito menos pela gramática correta. No fundo, gramática e ortografia são convenções mais ou menos abstratas.
Os maiores pensadores do mundo, líderes de povos, eram rutilantes analfabetos: Jesus Cristo e Maomé estão aí para provar. Foram os dois homens que mais exerceram influência sobre a vida e a cultura dos outros homens. E, lembremos, nunca perderam tempo em saber se cãs é feminino de cão e farinha, diminutivo de faro.
Lembro uma confissão autobiográfica de Nelson Rodrigues. Um dia, em meio a uma crônica, deu-lhe um branco total e ele perguntou, em voz alta, se cachorro se escrevia com x ou com cê cedilha.
Até hoje, antes de escrever determinadas palavras (esquistossomose, por exemplo, e nem fui ao Aurélio consultar se estou certo), sou obrigado a pensar fundo, ou, sacrifício supremo, ir até a estante apanhar o ensebado dicionário do mestre.
Na minha situação, acredito, estão milhares de outros escribas que não chegam a ser, exatamente, analfabetos, embora no que me tange e concerne, eu tenha pavorosas dúvidas a respeito. Os leitores também.
Por que chama é com ch e não com x? O importante não é escrever certo. O furo está mais em cima: é pensar certo. Mas o que é pensar certo? Resposta: é pensar de acordo com a norma.
Por falar em norma, venho observando que os gramáticos estão evitando falar em gramática. Têm preferido falar em norma, citar a norma como fonte da verdade e da beleza da língua.
Não faz muito, estarreci alguns professores defendendo a expressão popular um chopp e dois pastel. No meu entender, a frase é perfeita não pela norma, mas pela ontologia do pastel; não existem pastéis, existe pastel, que todo mundo sabe o que é. Dois pastéis é uma redundância que o bom gosto literário aconselha evitar.
Sei que essa crônica será considerada um atentado à norma. Chamo a atenção para tudo que foi inventado e fez a Humanidade sair das normas e chegar ao ponto a que chegou -com gente pedindo um chopp e dois pastel e xamando a atensão para os erros da maça.
Não estou inventando uma linguagem, como fizeram Guimarães Rosa e Glauber Rocha, estou apenas registrando a falência das normas em relação ao uso do mundo e dos povos.

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Alfabetização: o estado do conhecimento

Essa pesquisa, de caráter permanente, é desenvolvida pelo Ceale desde a sua fundação, em 1990. O trabalho consiste no levantamento e avaliação da produção acadêmica e científica sobre alfabetização, considerada como o processo de aquisição das habilidades de leitura e de escrita, no período inicial de escolarização da criança.

Teses e dissertações são identificadas por categorias como: tema, pressupostos teóricos, ideários pedagógicos e gêneros textuais. A classificação permite o desenvolvimento de diferentes tipos de análise, pelo relacionamento entre essas categorias. A análise histórica da produção também é possível, uma vez que se pode acompanhar, ao longo do tempo, as permanências e as transformações na produção científica. Um dos principais objetivos da investigação é, também, socializar o conhecimento produzido sobre o tema, inclusive fora dos limites da área acadêmica.

Para levantamento dos dados, utilizam-se índices bibliográficos, pesquisa em bibliotecas e bases de dados. São analisadas teses e dissertações elaboradas nos cursos de pós-graduação de instituições brasileiras nas áreas de Educação, Letras, Psicologia, Distúrbios da Comunicação e Artes.
 
No banco de dados da pesquisa, já foram analisadas e inseridas 970 teses e dissertações, produzidas entre 1961 e 2001. A partir desse banco, é possível realizar o levantamento bibliográfico, obter resumos e emitir relatórios. As teses e dissertações sobre a alfabetização no Brasil estão disponíveis para reprodução na Biblioteca da Faculdade de Educação da UFMG.

Essa pesquisa é financiada pelo CNPq e a FAPEMIG.


www.fae.ufmg.brceale

 

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Cienc. Cult. v.58 n.4 São Paulo out.dez. 2006

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Como citar este artigo

 

EDUCAÇÃO, TRABALHO E MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL

Azuete Fogaça; Cláudio L. Salm

 

No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, os diagnósticos da situação brasileira face às mudanças na economia revelaram um ponto consensual quanto à adequação dos recursos humanos às novas exigências do mercado de trabalho: a centralidade da educação geral nesse novo cenário econômico que se descortinava, seja em função da maior competitividade requerida pela abertura da economia, seja pela difusão das novas formas de produzir (chamada de Terceira Revolução Industrial). Destacava-se, à época, a ineficácia das políticas educacionais adotadas até então: os indicadores educacionais dos anos 1970 e 1980 explicitavam a escassez de vagas nas séries iniciais do ensino fundamental, as altas taxas de evasão e repetência nesse nível de ensino, o reduzido contingente de jovens que chegavam ao ensino médio (que também apresentava taxas significativas de evasão e repetência), além do fato de apenas 10% dos concluintes desse nível terem acesso ao ensino superior. Paralelamente a uma reforma da educação geral, recomendava-se a revisão das estratégias tradicionais de qualificação profissional, apoiadas nos baixos níveis de escolaridade da maioria dos jovens e adultos, e dedicadas a ocupações que tendiam a se tornar obsoletas.

Pois bem, o que se pode observar hoje, após três mandatos presidenciais, é que o consenso então produzido não se traduziu em real diretriz das ações voltadas, supostamente, para a adequação da formação do trabalhador brasileiro aos moldes trazidos pelos novos paradigmas.

No âmbito da educação profissional, fez-se uma reforma do ensino técnico público que, em nome da democratização do acesso, apenas fragilizou uma estrutura até então reconhecida pela sua qualidade. Já os programas governamentais criados para garantir a elevação da escolaridade de cerca de 46 milhões de trabalhadores e melhoria das condições de inserção no mercado de trabalho para os segmentos mais frágeis (1), se caracterizaram por dar prioridade à realização de cursos de curta duração (40 horas) em qualificações já reconhecidamente marcadas pelo risco de desemprego. Tanto é assim, que as avaliações apontaram que apenas 5% dos egressos desses cursos conseguiram se empregar a partir das qualificações recebidas.

 

 

Na área da educação geral, promulgou-se uma nova legislação (a Lei de Diretrizes e Bases – LDB 939496) que inclui na sua exposição de motivos e nos seus objetivos gerais a preocupação com a adequação do sistema educacional aos novos requisitos de escolaridade e formação técnico-científica. Dez anos depois, as estatísticas educacionais apontam para um aumento expressivo na matrícula e nas taxas de conclusão do ensino fundamental o que, inevitavelmente, contribuiu para a expansão da matrícula e das conclusões do ensino médio. Entretanto, os resultados das avaliações sistêmicas (2) indicam, desde 1998, uma tendência de queda da qualidade do ensino público, que hoje se expressa, principalmente, no fato de que 50% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental não sabem ler e, dentre os que lêem, a maioria não compreende aquilo que lê. No ensino médio, os desempenhos são baixíssimos, particularmente nas chamadas disciplinas técnico-científicas, como matemática, física, química e biologia (3). Assim, elevou-se a escolaridade formal da população em idade escolar, mas a sólida base de educação geral que se esperava não se realizou.

Registre-se que o ensino superior público vem passando ao largo das questões relativas tanto aos novos perfis ocupacionais demandados, como das novas ocupações produzidas pelas inovações tecnológicas. Entendendo que se preocupar com tais questões significa aderir aos interesses do capital, a rede de universidades públicas mantém seus cursos tradicionais, o que, associado às limitações impostas pela escassez de recursos, apresenta problemas tanto no que se refere à ampliação da oferta de vagas quanto para a manutenção de seus níveis de qualidade. Esses fatos contribuem para que a participação das instituições privadas no total de matrículas do ensino superior gire hoje em torno de 70%, impulsionada tanto pelos programas de financiamento e de concessão de bolsas de estudo, como pela explosão da oferta de cursos de graduação tecnológica, com a duração de dois anos e meio, e que, em princípio, responderiam com maior efetividade às novas demandas ocupacionais. Essa modalidade de formação universitária, que vem sendo rejeitada pelas instituições públicas, atrai grande parcela dos jovens de baixa renda que buscam tanto uma qualificação de nível superior mais rápida do que a dos cursos tradicionais, quanto maiores chances de obtenção de emprego eou melhoria salarial. Entretanto, os poucos dados disponíveis não permitem que se faça uma análise conseqüente de seus resultados, principalmente quanto à sua aceitação pelo mercado de trabalho. De todo modo, a questão da qualidade da formação recebida é crucial: as avaliações de cursos superiores realizadas pelo MEC (4) apontam que a maioria das universidades privadas oferece cursos de qualidade discutível; entretanto, embora ainda se situem num patamar superior, e salvo algumas ilhas de excelência, as instituições públicas também vêm perdendo qualidade. Assim, se é verdade que temos um aumento do contingente de profissionais de nível universitário, também é verdade que há que se questionar se a formação recebida de fato corresponde às necessidades dos concluintes e às demandas do mercado, o que pode, inclusive explicar, ainda que parcialmente, o fenômeno do desemprego dos jovens profissionais de nível superior.

Se no campo educacional os resultados estão bastante distantes do que se pretendia, o campo econômico, apesar de inegáveis avanços como a estabilização, a modernização tecnológica das empresas e o salto nas exportações, também apresentou frustrações sendo, talvez, a maior delas as baixíssimas taxas médias de crescimento que caracterizam nossa economia há mais de duas décadas, com sérios reflexos na geração de empregos.

Sabemos que a expansão do sistema educacional se dá com grande autonomia face ao desempenho econômico do país, e que aquela expansão ocorre agora de forma mais acelerada nos níveis mais elevados do sistema. Equivale a dizer que, na ausência de um crescimento econômico mais vigoroso, capaz de gerar postos de trabalho em quantidade – e de qualidade – compatível com a expansão das matrículas, corremos o risco de enfrentar sérios problemas de desemprego de mão-de-obra qualificada, o que representa um enorme desperdício de recursos públicos e privados.

De fato, são raras as atividades no Brasil em que a mão-de-obra qualificada constitui um gargalo impeditivo. Tais atividades podem ser encontradas no campo da pesquisa avançada, por exemplo, mas não é um obstáculo de difícil transposição nos setores econômicos em geral. Não porque o país já disponha de mão-de-obra qualificada em abundância, como já demonstramos, mas porque a demanda por ela é medíocre face à semi-estagnação em que estamos mergulhados. Acreditamos, inclusive, que ninguém taxaria de economicistas aqueles que atribuem ao nosso baixo crescimento econômico alguma responsabilidade no descaso com que tratamos nosso sistema educacional.

Ademais, ocorre que, na verdade, a questão educacional não mobiliza a sociedade brasileira. Nossa tradição é de uso da educação escolar como fator de diferenciação entre os segmentos sociais, de legitimação das hierarquias sociais e, com isso, de manutenção das desigualdades. Ou seja, ainda somos dominados pelo credencialismo. E isto pode ser analisado sob três aspectos: o primeiro, mais geral, é que (i) apesar dos avanços democráticos obtidos, e eles de fato existem, nossa sociedade ainda está calcada na idéia de que todos somos iguais mas uns são mais iguais do que os outros, ou de que existem brasileiros que naturalmente merecem ter todas as oportunidades, e outros que naturalmente não merecem. Daí decorre a banalização da pobreza, da situação de miséria em que vive boa parte dos brasileiros. O segundo aspecto diz respeito ao empresariado e às hierarquias empresariais, nas quais, no Brasil, (ii) ainda não se admite a idéia de que as inovações podem surgir no chão-de-fábrica, isto é, de que o trabalhador pode fazer e pode pensar. Daí se explica o comportamento da maioria das empresas, que modernizam seus processos mais através da importação de equipamentos, mas pouco investem na maior participação dos trabalhadores, na democratização das relações de trabalho; não transformam os maiores ganhos de produtividade em melhores salários. E muitos empresários ainda consideram que a escolarização do trabalhador é dispensável, quando não um desperdício. O terceiro aspecto diz respeito ao predomínio, ainda, na esfera política, (iii) do uso da educação como moeda eleitoreira e, por conseqüência, a transformação das desigualdades sociais em bases para o exercício de um populismo nefasto. Daí se explica a inércia dos poderes públicos diante do fraquíssimo desempenho do sistema educacional e das evidências de que grande parte dos problemas sociais que temos está associada à baixa escolaridade.

O que se constata é que a concepção de desenvolvimento, ou melhor, de superação do subdesenvolvimento, no qual todos os segmentos sociais são beneficiados e aqueles que estão na base da pirâmide social avançam mais rapidamente pela inclusão na produção, atingindo assim patamares que permitem condições dignas de vida, é uma idéia que ainda não vingou entre nós. Apontar a educação como uma ferramenta importante para esse desenvolvimento com justiça social, soa bem no discurso, mas não transforma a prática, porque, na verdade, a pobreza é funcional aos que colhem os melhores frutos desse nosso modelo de sociedade.

Neste contexto, o panorama geral da educação brasileira nos autoriza a crer que ainda conviveremos por muito tempo com estratégias econômicas que não correspondem à efetiva superação do subdesenvolvimento e que manterão boa parte dos brasileiros à margem dos ganhos obtidos, mesmo se, eventualmente, lograrmos uma taxa de crescimento mais elevada.

 

Azuete Fogaça é doutora em educação, professora de sociologia da educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Cláudio L. Salm é doutor em economia, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

 

NOTAS

1. Referimo-nos aqui especialmente ao Planfor-Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador, implantado em 1966 e extinto em 2003. Atualmente não existe qualquer programa dessa natureza sendo executado em âmbito nacional.

2. Quanto a isto, ver séries históricas das avaliações do SAEB-Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, realizadas desde 1996 pelo MECInep.

3. Em avaliação realizada no estado de Minas Gerais, apenas 15% dos alunos do ensino médio público apresentaram desempenho satisfatório nessas disciplinas (Simave-Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Básica. SEE-MGUniversidade Federal de Juiz de Fora. 2003).

4. Para maiores detalhes, ver dados do chamado Provão, Sistema de Avaliação de Cursos Superiores, atualmente substituído pelo Sinaes-Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior. (MECInep)

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Você fala a minha língua?
Xeu jeitu di ixkreve parexe cum exe? Quero dizer: seu jeito de escrever parece com esse, cheio de xis, letras trocadas, palavras abreviadas? Para quem usa a internet direto, e vive postando mensagens em blogs, no Orkut e conversando pelo MSN, provavelmente a resposta é xim! (ops!), sim! Se esse é o seu caso, fique atento para
não exagerar na dose. Nas escolas, além de tirar pontos nas provas,alguns professores já fazem atividades em sala para evitar que os alunos reproduzam a linguagem cifrada fora da rede. E os exageros dessa língua virtual já são até polêmica entre quem tem menos de 20 anos.
Liberada na internet, essa linguagem (quase incompreensível para muitos) tem sido debatida nos colégios. Os professores acham normal que os adolescentes escrevam naum em vez de não, tah em vez
de tá e vc no lugar de você, desde que isso não ultrapasse os textos virtuais.
- A norma culta não permite esse tipo de grafia e na pressa tem aluno que abrevia palavras, por exemplo, e perde pontos. Mas não podemos negar que essa é uma linguagem rápida, que facilita a comunicação e estimula a escrita. Só temos de ficar atentos para saber se o erro foi por empolgação ou por dúvida na grafia - diz Muna Omran,
professora de literatura e redação da Escola Dínamis, que este ano ançou um desafio aos alunos do 2 ano. - Pegamos textos na internet e pedimos que os alunos traduzam-nos para a língua formal. O objetivo é levar o aluno à reflexão.
Luiza Torelly, vestibulanda do Centro de Educação e Cultura (CEC),admite que de tanto usar a internet tem dúvidas na hora de escrever.
 - Uso internet desde os 12 anos. Às vezes fico confusa com palavras
ridículas e me sinto meio analfabeta - exagera Luiza, de 17 anos, que mesmo assim não abre mão de usar a tal linguagem quando está na rede. - Não dá para escrever certinho. Incomoda. Parece velho.
Incomodado mesmo ficou Daniel Pinheiro, que já perdeu pontos numa prova de história por usar abreviação. Hoje ele ainda conversavirtualmente, mas evita exageros:
- Nada contra. Só cansei de escrever errado - diz Daniel, de 17 anos,
aluno da Dínamis.
Quando o aluno não percebe que precisa se controlar, Nanci Araújo,
coordenadora do Colégio Stockler, diz que é obrigação da escola mostrar que não pode passar do limite:
- Muitos alunos estão errando a grafia das palavras, a concordância
das frases por causa da internet. Tem de tomar cuidado para não
perder o domínio básico da língua.
Julia Tostes e Paola Marinho, por exemplo, usam a internet
diariamente e escrevem abreviado, inclusive nos cadernos da escola.
Mas acham exagero escrever tudo com x e vivem se policiando.
- No 3 ano não dá mais para escrever tão errado, por causa do
> vestibular. Nas provas da escola, leio e releio tudo - diz Julia, aluna do CEC, cuja direção proibiu o uso de Orkut e MSN nos computadores da escola, pois alunos ocupavam os terminais e deixavam na fila quem queria estudar.
Mas essa língua não tem aparecido no vestibular. O coordenador do concurso da UFRJ, Luiz Otávio Langlois, diz que nunca ouviu reclamações dos corretores das provas. Beatriz Barreto, coordenadora
da banca de redação da PUC, acha que os estudantes sabem quando podem ou não usar a linguagem de internet.
- Também dou aula no Santo Inácio e vejo que os alunos têm problemas ortográficos, mas discordo de que seja culpa da internet.Para quem já está na faculdade, resistir à facilidade de escrever em código também é difícil, até para alunos de letras. Davi Pinho, do 2º período da Uerj, que o diga:- Quando digito um trabalho tenho que reler com muita atenção, pois acabo usando muita abreviação. No computador é sempre mais difícil de
se controlar.
O X da polêmica virtual
A polêmica sobre o uso desmedido dessa linguagem virtual já chegou à rede. No Orkut, por exemplo, existem várias comunidades do tipo Eu odeiu genti ki iskrevi axim (com 84.511 membros) ou outras que defendem a escrita tatibitate, como a Ixklevu axim xim i daih? (com apenas 127). Será que essa língua do x seria apenas uma nova língua do p? Ou tem chance de ter palavras incorporadas ao português. O filólogo Evanildo Bechara diz que é difícil fazer futurologia sobre sso, pois essa é uma linguagem da moda e, como todo modismo, passa ou sofre alterações:
- Já abreviamos palavras. Mas esse tipo de linguagem não é suficiente para traduzir os anseios dos homens. À medida e que evolui, eleprecisa de formas de comunicação mais complexas. Helena Granitoff, por exemplo, diz que parou de usar linguagem de internet, mesmo online. Fez isso com medo de errar nas provas da escola. Pedro Henrique Fernandes, que estuda com Helena na Escola
Dínamis, conta que usa esse tipo de escrita, mas com moderação.Apesar disso, acha que a linguagem virtual poderá substituir a formal:
- É um processo lento.
Eloiza da Silva Gomes de Oliveira, diretora da Faculdade de Educação
da Uerj, explica que a linguagem virtual tem a mesma função da gíria.É rápida e, por ser inusitada, é muito sedutora para os adolescentes.Sobre a possibilidade de essa escrita alternativa um dia substituir a língua formal, Eloiza acha pouco provável, pois até para escrever em código é preciso dominar a escrita estendida.

 http:oglobo.globo.comjornalSuplementosMegazine167512645.asp




Fonte: O Globo , 5abril2005

Categoria pai: Seção - Notícias

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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