A Brasília que não lê

Quem são esses brasileiros analfabetos residentes no DF?

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Brasileiro. Um povo, segundo o IBGE, que cresceu 12% em 10 anos – no DF, o o avanço foi o dobro -, envelheceu, criou coragem para enfrentar preconceitos, mas ainda enfrenta problemas estruturais, como o trabalho infantil e o analfabetismo

Correioweb

Uma população 12,48% maior que há 10 anos, na maioria mulheres, cada dia mais velha e com famílias cada vez menores. Eis a realidade brasileira retratada no Censo 2010, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil passou de 169,5 milhões de habitantes, registrados no levantamento de 2000, para 190,7 milhões. Apesar do crescimento significativo da população em quase 140 anos — o primeiro recenseamento foi realizado em 1872, quando éramos 10.112.061—, foi registrado um crescimento médio anual de 1,17% — a menor taxa observada desde que começou a pesquisa domiciliar.

 

Na contramão da tendência está o Distrito Federal, que ficou na casa dos 2,28% no quesito aumento do número de habitantes. Do levantamento de 2000 para o do ano passado, o número de moradores na capital federal pulou de 2 milhões para 2,5 milhões, fazendo com que Brasília saísse do sexto para o quarto lugar no ranking de municípios mais populosos do país.

Para Sonia Baena Maciel, da Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE, a alta taxa de crescimento da população na capital do país está relacionada ao poder de atração que o local mantém. “O DF continua sendo um polo para onde vêm pessoas em busca de emprego, de saúde, de oportunidades melhores de vida”, afirma a especialista. Ela destaca também que, mantido o ritmo atual, no próximo Censo, a ser realizado em 2020, Brasília subirá uma posição na escala dos populosos, ocupando o lugar que atualmente é de Salvador.

Histórias como a da gaúcha Renata Zortea Fadanelli, 29 anos, ilustram bem o inchaço enfrentado pela capital. Cansada de trabalhar em agências bancárias em seu estado de origem, a economista mudou-se para Brasília há cerca de um ano, transferida para a Fundação Banco do Brasil, onde exerce funções na área financeira. Apesar de morar sozinha e sentir falta da família, Renata diz gostar da cidade. “A qualidade de vida aqui se equipara com a de Porto Alegre. As pessoas são legais, estou adorando”, destaca a jovem, que reclama apenas da dificuldade de encontrar locais que toquem rock na “capital do rock”.

A Região Sul, de Renata, foi a que menos teve aumento populacional, com taxa de 0,87%, influenciada pelas baixas no Paraná (0,89%) e no Rio Grande do Sul (0.49%), o estado que menos cresceu anualmente nestes 10 anos e passou a ocupar a 15ª posição no ranking das unidades da Federação mais populosas. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, houve os maiores incrementos na quantidade de habitantes. O Amapá saiu na frente, com 40,7% — passou de 475,8 mil, em 2000, para 669,5 mil. Palmas foi a capital com o maior índice de crescimento anual de moradores: 5,2%, em 10 anos. Segundo o IBGE, o avanço, como no caso do DF, é impulsionado pela migração.

Muita gente
O termo populoso significa de população densa, onde há muitos habitantes. Quando se fala em povoamento, refere-se à densidade demográfica (divisão da quantidade de habitantes por área ocupada). Devido à extensão territorial brasileira, o país é considerado populoso, mas pouco povoado. Ou seja, com baixa densidade demográfica.


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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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