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Com 2,3 pontos nos anos finais do ensino fundamental, Maceió conseguiu ser a capital com o pior desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15. Para a atual chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação, Josefa da Conceição, isso é reflexo de um descuido com a educação ao longo de anos, e do constante "troca-troca" de secretários. "São décadas de descaso. Hoje temos um acúmulo de 52 mil crianças, de 0 a 5 anos, fora das salas de aula", diz.

Segundo Josefa, a educação de Maceió teve 12 secretários em oito anos. Nenhum secretário sabia o que ocorria nas 132 escolas do município. "Hoje focamos na formação individualizada. Conhecemos a necessidade de cada escola", afirma.

Josefa diz ainda que a secretaria mudou o foco na atuação, investindo na formação de professores e na infraestrutura. "Os professores recebem capacitação para ajudar os alunos das séries iniciais a terem uma caminhada mais independente". Segundo ela, três escolas devem ser entregues até o fim do ano, e 20 centros de educação infantil estão sendo licitados - para incluir as 52 mil crianças fora de sala de aula. "Além disso, 30 escolas foram reformadas e outras oito unidades estão sendo ampliadas", relata. "Com este esforço, estamos trabalhando os resultados futuros do Ideb".

Capital sergipana também é destaque negativo
Aracaju, capital pior colocada nos anos iniciais do ensino fundamental, atingiu 3,6 no Ideb. O Terra procurou por diversas vezes a Secretaria de Educação do município, mas não teve a solicitação de entrevista atendida até o fechamento da matéria.

Em situação oposta, Florianópolis, Campo Grande e Palmas se destacam
Melhores capitais no Ideb, Florianópolis (SC), Campo Grande (MS) e Palmas (TO), por outro lado, citam investimento na formação dos professores, sistema próprio de avaliação e atividades extracurriculares como pontos importantes para o resultado.

Com 6,0 pontos no Ideb, Florianópolis obteve a primeira posição entre as séries iniciais do ensino fundamental. Segundo a diretora do Observatório de Educação da cidade, órgão ligado à Secretaria de Educação, Simone Leite, todos os professores da rede municipal de ensino da capital têm ensino superior e 80% têm especialização. Simone atribui o bom resultado no índice, em parte, a essa formação docente. "Também há o fato de que as crianças não são retidas nas séries. São aprovadas e, caso tenham alguma dificuldade, recebem reforço especial no contraturno escolar", acrescenta.

Segundo a diretora, manter os alunos na escola o maior tempo possível é uma prioridade. A capital catarinense já conta com 30% do ensino fundamental em turno integral e pretende que 70% dos alunos estejam nesse regime até 2016.

A redução do número de distorção - quando estudantes são mais velhos do que deveriam em determinada série - também foi um ponto importante para a melhoria do ensino, de acordo com Simone. "Nós criamos turmas para reunir esses alunos e implantamos o projeto 'Todos podem aprender sempre', no qual eles passam o dia na escola, com apoio pedagógico e fazem atividades extracurriculares, como ir a museus e praticar esportes", conta. Duas vezes por ano, a cidade realiza a Prova Floripa, para avaliar o ensino no município.

Nos anos finais do ensino fundamental, Campo Grande e Palmas estão empatadas entre as melhores capitais com 5,0 pontos. Em Campo Grande, a rede municipal também realiza uma avaliação externa para monitorar a educação, por isso, o resultado do Ideb não foi surpresa. A capacitação dos professores foi o ponto principal destacado pelo secretário municipal da Educação, Volmar Vicente Filippin. "Nós fornecemos pós-graduação gratuita para mais de 2 mil professores", conta.

A rede municipal da capital sul-mato-grossense conta com 7 mil docentes efetivos, 2 mil convocados e 83.451 alunos. O secretário também comemora o maior investimento na educação infantil, que, para ele, contribui para que o aluno chegue ao ensino fundamental melhor preparado. "Hoje atendemos a aproximadamente de 22 mil crianças, mas ainda resta atender a cerca de 9 mil. Para isso, estamos construindo 21 centros de educação infantil", diz.

O secretário municipal de Educação de Palmas, Zenóbio Arruda Jr., assinala a implantação de atividades extracurriculares, como dança, educação musical e esportes, para o bom resultado entre as capitais nos anos finais. "Muitas unidades já têm piscina olímpica", diz o gestor sobre o investimento na infraestrutura.

Arruda Jr. aproveita para elogiar a autonomia financeira das escolas, o que, segundo ele, potencializa o uso de recursos. Como as outras "campeãs" de Ideb, a capital tem um sistema próprio de avaliação, o que, segundo o secretário, mostrou que a cidade iria bem no índice. A surpresa, para ele, foi a escola Beatriz Rodrigues da Silva, que ficou entre as 20 melhores instituições no Ideb, com 8,0 pontos.

Ideb
A avaliação foi criada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2007, com dados contabilizados a partir de 2005, e leva em conta dois fatores que interferem na qualidade da educação: o rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho nas avaliações da pasta (Prova Brasil e Saeb). Os exames avaliam o conhecimento dos alunos em língua portuguesa e matemática no final dos ciclos do ensino fundamental, de 4ª série (5º ano) e 8ª série (9º ano), e no terceiro ano do ensino médio

Fonte: www.terra.com.br

 

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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