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01/12/2012 - 06h08 

DANIELA ARAI

 COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 

 

Escolas particulares na cidade de São Paulo com mensalidade mais em conta, que tiveram uma explosão de matrículas nos últimos anos, são em média menos equipadas que as da rede municipal e têm menos professores com ensino superior e licenciatura, mostram dados do Censo Escolar 2011.

 

Análise: Por bons motivos, pais preocupados fogem da rede pública no país 

 

A análise das informações, feita a pedido da Folha pelo pesquisador Thiago Alves, da Universidade Federal de Goiás, mostra que, no ensino fundamental, os colégios que cobram até R$ 500 contam com menos laboratórios de informática, bibliotecas e quadras de esporte que os municipais.

 

Nessas instituições particulares, 21% dos professores de 1º a 5º ano cursaram somente até o ensino médio. Nas municipais, são 4%.

 

Cerca de 90% dos docentes dos anos iniciais do fundamental na rede municipal têm curso superior com licenciatura ou equivalente. Na privada, a porcentagem é de 55%.

 

Um levantamento da Folha em 962 escolas da capital revela que as instituições que cobram mensalidades de até R$ 500 tiveram aumento de 147% no número de matrículas desde 2001 (nas demais particulares, a alta foi de 15%; nas municipais, houve queda de 14%).

 

A maioria dessas matrículas se concentra nos anos iniciais do fundamental, etapa em que 40% dos alunos pagam menos de R$500.

 

Editoria de arte/Folhapress

 APROVEITAMENTO 

 

Para Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, os dados revelam uma evolução nas condições da rede pública. "Esse quadro era muito diferente há dez anos."

 

Ele adverte, porém, que é preciso verificar o uso dos recursos. "Bibliotecas são essenciais, mas precisam ser bem aproveitadas."

 

Ocimar Alavarse, professor da USP, concorda: "O mínimo é que os alunos tenham espaço adequado. Mas não adianta ter infraestrutura se não há professores bem formados".

 

Segundo os especialistas, o maior número de professores com licenciatura na rede municipal se deve às exigências do concurso, à estabilidade da carreira e à remuneração.

 

Priscila Cruz, da ONG Todos pela Educação, explica que "mesmo que recebam um pouco mais, os professores da rede privada não têm estabilidade, isonomia e um terço da carga horária destinado ao preparo de aulas".

 

Essas foram algumas das vantagens que levaram os professores Helder Rodrigues Pedreira, 34, e Sara, 26, a abandonar uma escola privada que cobrava menos de R$ 500 para prestar concurso público.

 

"O salário é maior e eu tenho os cursos da prefeitura, que são bons", diz Sara, que é formada pela USP e leciona inglês na rede municipal --ela pediu que seu sobrenome não fosse publicado.

 

Sara também acredita que a infraestrutura da escola pública é melhor. "O prédio é feito para ser uma escola. Na privada, era uma casa."

 

Pedreira, que dá aula de filosofia na rede estadual, concorda que a possibilidade de formação é um dos atrativos. "Mais importante para um professor, além daquilo que ele ganha, é a possibilidade de consolidar uma carreira

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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