A Brasília que não lê

Quem são esses brasileiros analfabetos residentes no DF?

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Uma ideia desperdiçada :

Assisti hoje, junto com os adolescentes de meu projeto de pesquisa , o filme de Paulo Morelli, com Ísis Valverde , Jesuíto Barbosa e Júlio Andrade : “Malasartes e o duelo com a morte”. Minha expectativa era ver peripécias desse herói ibérico e brasileiro, que encantava minha infância. Mas não foi isso. O filme se concentra em uma única aventura do Malasarte, enganando a morte, e a trama é bem fraca. A surpresa foram os efeitos especiais, raros no cinema nacional e tão explorados por Hollywood . Devo observar, contudo, que os jovens que estavam comigo gostaram do filme, que , imagino, faça sucesso com esse público.

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Preciso registrar meu entusiasmo com o filme de Selton Mello, “O filme de minha vida”. Trata-se da história bem contada de um adolescente cujo pai, tendo engravidado uma moça solteira, se afasta da comunidade (na fronteira do Brasil, no Rio Grande do Sul) para não envergonhar mulher e filho. A moça tem o filho e o entrega ao pai que o cria . Selton faz sua estreia como diretor demonstrando muito talento. Como pano de fundo, o interesse por filmes, com reprodução de cenas de “Rio Vermelho” com John Wayne.

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Acabei de assistir, por alguns minutos, à transmissão da sessão da Câmara dos Deputados sobre a denúncia de corrupção passiva contra o Presidente da República.

Naturalmente que prestei atenção aos argumentos dos oradores, mas o que me chamou a atenção mesmo foram as características de sua fala, muito distanciada do que ensinamos aos alunos como sendo um estilo monitorado da língua. Modernamente, os estudiosos evitam tachar o uso da língua de correto ou incorreto. Preferem mostrar como a formalidade das circunstâncias interacionais define o grau de atenção e consequente monitoração da fala.

No entanto, ouvindo os nossos representantes, em evento público e nacionalmente divulgado pela televisão e rádio, vamos constatar que seu suposto estilo monitorado traz muitas marcas do estilo coloquial e espontâneo.

É possível que um estilo mais cuidado só apareça quando suas excelências estiverem lendo seus discursos.

PS.  A bem da verdade, temos de observar que há profundas diferenças entre a competência discursiva de um parlamentar  e outro. Isso é de se esperar considerando a variação inerente da língua.

 

 

 

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Vi há pouco um documentário : "15 anos sem Sinatra".  O que se segue  foram reminiscências que me ocorreram.

 

O ano era 1980, janeiro. Eu havia me casado, há pouco tempo, e pela segunda vez. Época de férias, meu marido e eu combinamos passar três semanas em Natal.  Havia um rebuliço na imprensa divulgando a vinda de Frank Sinatra ao Rio de Janeiro. Era sua primeira visita por aqui. Comentava-se que ele até então teria evitado visitar o nosso país porque uma vidente vaticinara que em viagem ao Brasil ele morreria em um desastre aéreo.  Ou isso era uma lenda urbana, ou então os dólares que representava um Maracanã cheio foram mais fortes que a superstição.

Agenciado pelo Medina, lá veio o Frank Sinatra cantar no Rio de Janeiro, e eu lamentando muito não estar lá. Estava em Natal...

“Pelo menos_  negociei _  “ quero assistir o show pela televisão. “Não posso perder”.

Estávamos hospedados em um hotel tradicional, possivelmente o melhor da cidade àquela época.  Fui apurar se o show do Sinatra seria transmitido ao vivo, via satélite. Na recepção, foram muito honestos. _ “Não, aqui no hotel não vai dar pra ver o show”. Não me lembro  por que, mas não ia dar. Fiquei desolada.

_”Então vamos mudar de hotel”.

_ “Mas este é o melhor, e neste mês não vamos achar hotel na praia”.

Eram palavras sensatas, mas eu não fui sensata. O que eu queria era ver o show de Frank Sinatra no Maracanã. Lá fomos nós procurar outro hotel. Achamos um no centro.

_”Vai dar pra ver daqui o show do Frank Sinatra no Maracanã?”

_ “Claro, madame”.

Criei alma nova, até o dia do show. No horário previsto, me postei em frente à televisão, o coração aos saltos.  Mas nada, nem sinal, nem notícias do show. Meu marido olhava  e sorria, sem sarcasmo. Acho que até se apiedou de mim. Enfim, aquele hotel também não estava preparado para a transmissão, que,acredito, nem passou em Natal.

No dia seguinte, lá fomos nós atrás de um hotel na orla, para fazer nova mudança. Não me lembro se fizemos uma terceira transferência de hotel.É provável que sim.  O que me lembro é que, para me consolar,  fomos a um centro de turismo, no alto de uma colina e ali me encantei com uns galos bem grandes, de cerca de 40 cm de altura,  de artesanato em terracota. Muito coloridos. O rabo do galo era um vaso para flores. Podia servir também para, na cozinha, guardar espaguete. Foi esse o destino que dei ao meu, que enfeitou minha cozinha por muito tempo, até que sucumbiu em uma queda.

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RIO ANTIGO_"BONS TEMPOS AQUELES"_

Bons tempos aqueles...

"Rio antigo"

Parte I

Eu sou de um tempo distante, o chamado "Tempo do Onça", tempo em que qualquer máquina era uma geringonça...

Sou do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça, que aos domingos a gente ia à missa...
Trago lembranças bacanas das Casas Pernambucanas, das farras, no bonde aberto, dos chapéus da Casa Alberto.

Tempo em que adultério era crime e o Flamengo.. ainda tinha time. Do busca-pé, do rojão, sou do tempo do xarope São João! Venho do tempo em que menino só gostava de menina, tempo do confete e serpentina nas festas de Carnaval do Sírio, do Monte Líbano, dos bailes do Municipal.
Sou do tempo do bicarbonato, do lançamento do Sonrisal.


Sou do tempo em que futebol era para macho, em que ninguém sossegava o facho nos bailes de formatura, dos play-boys botando banca.
Tempo que o telefone era preto e a geladeira era branca!

Sou do tempo em que se confiava nas companhias aéreas, em que a penicilina curava as doenças venéreas!

Sou do tempo da Rádio Nacional , do lança perfume no Carnaval, do calouro na hora da peneira. Tempo em que "pó", era o mesmo que poeira...

Tempo do terno risca de giz, da calça de boca apertada, da Lapa de Madame Satã, de poder ir torcer no Maracanã e lembrar da mãe do juiz...

Sou do tempo do Dói-Codi, do comigo-ninguém-pode, da ditadura envergonhada. Sou do tempo em que "ficar" era não ir... Tempo de permitir passeios à beira-mar.

Tempo de se curtir a vida sem medo de bala perdida, tempo de respeito pelos pais. Enfim, sou de um tempo ...que não volta mais...

Parte II

Sou do tempo da brilhantina, do laquê, da Glostora, do Gumex. O correio não tinha Sedex o que vinha era telegrama trazendo uma má notícia...

Sou do tempo em que a polícia perseguia todo sambista que tivesse alguma fama. Tempo em que mulher é que usava brinco, em que as portas não tinham trinco, e que se dizia "demorou", só pra quem chegasse atrasado...

As calças não perdiam o vinco. Picada, era só na bunda, se aquela febre profunda não tivesse melhorado...
No meu tempo, coca era refrigerante e todo homem elegante abria a porta do carro. Aceitava-se qualquer cigarro sem medo de ser um novo fato. Só preço podia ser barato

"Bicho" era só o animal. "Cara", o rosto do pobre mortal... Sou do tempo do tergal, do ban-lon, do terilene, da Emilinha e da Marlene no sucesso musical.
Sou do tempo do mocinho e o vilão com cara de mau, do reclame de fortificante do óleo de fígado de bacalhau.

Sou do tempo do coreto e da banda, do velho cigarro Yolanda vendido na venda da esquina... Sou do tempo da estricnina, veneno tão poderoso! Sou do tempo do leite de magnésia, do sagu, do fubá Mimoso,do fosfato que curava a amnésia.

Sou do tempo da cocoroca do tempo da Copa Roca que muita gente não viu. Do progresso tão abrupto que todo mundo assistiu. Porém: Político corrupto, o rato que sai da toca,Ora!... Esse, sempre existiu!...

Parte III

Sou do tempo em que Benjor se chamava Jorge Bem, a carne do bife era acém, ração de cachorro era bofe. No meu tempo, não havia estrogonofe. Sou do tempo do tostão e do vintém, da zona com seus bordéis, programas de dez mil réis...


Sou do tempo da Cibalena e do Veramon .Só não vi a revista Fon-fon. Assisti filmes do Rin-tin-tin.
Sou do tempo da confeitaria Manon da magia, do pó de pirlimpimpim.

Colecionei estampas Eucalol, acompanhei o lançamento da Avon, tomei o fortificante Calcigenol. Sou do tempo da PRK 30, do rádio tipo capelinha, dos contos da Carochinha, do remédio anunciado: "Veja ilustre passageiro o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado... Mas, no entanto, acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rhum Creosotado!".

Sou do tempo da Cafiaspirina, da compressa de antiflugestina, do bálsamo de benguê... Fui leitor do almanaque Tico-Tico, tempo em que trabalhador ficava rico...

Sou do tempo da Casa Cave, do taco com cera Parquetina dos discursos do Presidente Gegê.

Sou do tempo do óleo de linhaça, andei na Maria Fumaça, li muito a revista Cruzeiro, escrevi com caneta- tinteiro, separei o joio do trigo, vi muito vigarista na cadeia...

Só não fui garçon da Santa-Ceia.
Também, não sou assim tão antigo!...

(autor desconhecido)

Referência:
http://www.fogodepalha.weblogger.terra.com.br/

Myriam Peres
Myriam Peres
Enviado por Myriam Peres em 27/08/2007
Código do texto: T625821
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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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