A Brasília que não lê

Quem são esses brasileiros analfabetos residentes no DF?

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Li no correr desta semana um livro suave, honesto, cujo principal mote é a ternura e o respeito pelo outro. É a tradução do romance “Our souls at night” , que no Brasil recebeu o título de “Nossas noites “. O autor americano Kent Haruf escreveu quase que um diário pessoal sobre a relação de amizade e de amor entre dois viúvos, idosos vivendo em uma cidadezinha no Colorado. Eles partilham pequenas alegrias e o alento para continuar vivendo, sem se vitimizar ou perder o gosto de viver. Pena que o mundo exterior, a começar pelo filho dela, tem dificuldade em aceitar a felicidade deles, negando-lhes o direito mais primevo de viver feliz enquanto houver vida. O livro foi publicado pela Companhia das Letras, 2017 ( 157 p.)

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Parece que os hebreus de quase 2.600 anos atrás tinham preocupações muito parecidas com as nossas. Uma mensagem escondida em um óstraco — pedaço de cerâmica utilizado na época para registrar informações, receitas ou listas — trazia um singelo pedido: "Mande mais vinho".

O autor da ordem foi o soldado hebreu Hananyahu, que escrevia para seu amigo Elyashiv, no ano 600 a.C. na região que hoje conhecemos como Israel. O recado estava atrás de uma peça descoberta em 1965. Os arqueólogos, porém, só haviam se dedicado a traduzir a parte da frente dela.

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Agora, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriram a mensagem no verso do material, onde a tinta estava invisível. Utilizando tecnologia multiespectral, eles revelaram três linhas ocultas. Suas descobertas foram publicadas no periódico PLoS One.

O óstraco foi achado em um local antes conhecido como a fortaleza de Arad, uma parte do reino de Judá — o império foi destruído em 586 a.C pelo babilônios liderados pelo rei Nabucodonosor.

Além do pedido por vinho, Hananyahu também informa a seu amigo que vai ajudá-lo no que for preciso, faz uma referência a uma commodity desconhecida e comenta mais uma vez sobre bebidas alcoólicas. Apesar das descobertas, a pergunta que os pesquisadores ainda não foram capazes de responder é se o soldado recebeu ou não o seu tão requisitado vinho.

(com informações do NYT)

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Agora que o Brasil chegou ao ralo do porão do terceiro subsolo do quinto alçapão do fundo do poço, ficou claro que lutar contra a corrupção é como tentar enxugar o Atlântico com um Perfex. Ou começamos a pensar fora da caixinha (fora da caixinha dois, pelo menos), ou o país acaba antes da Copa da Rússia –o que seria uma pena diante do timaço que o Tite vem montando. Minha sugestão: socializemos a lambança. Vamos dar a cada cidadão, independentemente da cor, classe, gênero ou religião, as mesmas chances que um deputado, um presidente, senador ou vereador têm para delinquir.

Joesley Batista contou ter pago R$ 600 milhões em propinas para 1.829 políticos eleitos. O Brasil ficou chocado: quanta gente! Também me choquei: só isso?! E os outros 199.998.71 brasileiros para quem a JBS não deu um vintém ou sequer um acém? Se dividíssemos R$ 600 milhões entre todos, cada compatriota meteria R$ 3,00 no bolso. São duas Skols. Já dá uma brisa. Mas não: nesse país elitista, a bufunfa fica restrita a uma pequena casta. Basta!

O político é melhor do que nós? Não: o cidadão de bem, quando tem uma chance, com os parcos meios de que dispõe, também consegue dar a sua delinquida. Chega na fila do show e fala pra namorada: espera aqui que eu vou lá na frente ver se conheço alguém. O que é isso senão uma minifraude na concorrência? Ingressos comprados com carteirinha de estudante falsa? Estelionato. A casa de shows provavelmente comprou os alvarás: #tamojunto! Na volta da balada o cidadão é parado no bafômetro, dá R$ 100 pro policial e se não atropelar ninguém a caminho de casa, deita na cama, rouba o wi-fi do vizinho e dá share nuns posts indignados contra a corrupção. Compramos carta de motorista, damos o gato na Net, pirateamos música, filme e notícia de jornal. O que nos difere daqueles sacripantas de Brasília? Uma malinha com R$ 500 mil no estacionamento do shopping, claro. Chega de injustiça!

Oswald de Andrade que me desculpe, mas não é a antropofagia o que nos une, é a corrupção. Une o rico e o pobre; o flanelinha que cobra pela vaga, privatizando a sarjeta, e a madame que para em fila dupla, privatizando o asfalto. O miserável que constrói no morro e o grileiro que abocanha a Amazônia. A diferença é que o miserável do morro é assassinado pela polícia, enquanto a grilagem da Amazônia é legalizada pelo Congresso. Vamos equalizar a sacanagem?!

Passar o país a limpo? Mais lógico rolarmos na lama, num glorioso Carnaval: "Da lama ao caos, do caos à lama", uniremos Chico Science e Paulo Maluf, Lampião e Eduardo Cunha e faremos brotar a flor de uma nova civilização onde todos terão igualdade de condições para o ilícito. Só assim construiremos um país justo.

Construiremos, claro, com esses empreiteiros que estão na cadeia, hiperfaturando a obra e criando um majestoso chafariz de propinas, um jorro que respingará sobre todos, não só sobre alguns, fazendo girar a economia, gerando receitas pro Estado, que investirá novamente na obra e assim por diante, ad infinitum.

Eis aqui a minha imodesta contribuição para o futuro do Brasil, mistura das teorias de John Maynard Keynes e de Joesley Batista Safadão: o keynesleyianismo. Não, não precisam me agradecer. Prefiro R$ 5 milhões em notas não marcadas, não numeradas e escondidas sob peças de bife ancho –Swift Black Angus, se não for pedir muito. 

 

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Nesta aula vamos trabalhar com textos motivados pelos filmes “Fragmentado” e “Alien: Covenant”, produzidos por dois estudantes, um no fim do ensino fundamental e outro no meio do ensino médio.

O primeiro, um filme americano de terror psicológico, foi dirigido por M. Night Shyamalan, estrelado por James McAvoy e distribuído pela Universal Pictures. O segundo é também um filme americano de terror e ficção científica, dirigido por Ridley Scott  e distribuído pela 20th Century Fox. É a sequência do filme “Prometheus”, de 2012, e o sexto filme da série “Alien”.

Texto 1:

“Um filme difícil, mas bem interessante no meu ponto de vista. O filme fala sobre um homem que tinha 23 personalidades que sequestrou três inocentes garotas e às (sic) colocou em um quarto e às (sic) priva de sair dele. Billy, o homem com as 23 personalidades, não conseguia controlar quem ficava no “controle” de tudo.

As garotas (sic) depois de um tempo planejando, conseguem sair do quarto. Mas são pegas pelo homem e colocadas em quartos separados. Duas das três garotas consegue (sic) sair dos quartos, mas são mortas pelo homem após sofrer uma grande mutação. A única garota sobrevivente, (sic) conseguiu sair do quarto e depois de (sic) fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto, mas fica sem saída no final do túnel e é encorralá-da (sic) por Billy. Mas, após ele perceber que ela tinha um coração puro, fugiu do local e a garota foi encontrada por um encanador que estava por perto e chamou a ambulância e ela foi para o hospital enquanto Billy estava pela cidade.”

Trata-se de um bom texto, coeso e informativo. Observam-se duas hipercorreções no uso inadequado do sinal de crase*. Como temos observado, o uso do sinal de crase deve ser muito trabalhado porque requer a conscientização do estudante quanto à estrutura do período, o que vai sendo adquirido lentamente ao longo das séries iniciais. No texto em questão, o estudante parece prevenir-se de um potencial erro, pondo o sinal de crase quando emprega os pronomes “as”.

Na sequência “As garotas (sic) depois de um tempo planejando, conseguem sair do quarto” é preciso deixar claro para os alunos que há uma inserção entre o sujeito* e o predicado* que terá de vir entre vírgulas. Observe-se, contudo, que a concordância verbal foi bem feita, mas logo em seguida, o mesmo verbo* no núcleo de predicado* foi usado sem a devida concordância.

É preciso alertar enfaticamente para o mau emprego da vírgula no trecho “A única garota sobrevivente, (sic) conseguiu...”.

Comparem-se as estruturas:

1. “A única garota sobrevivente conseguiu sair do quarto e depois de (sic) fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto...”;

2. “A única garota sobrevivente conseguiu sair do quarto e depois fugir de Billy até o final de um túnel no esgoto...”.

Ao ler as duas sentenças, a competência que os alunos têm no uso da Língua Portuguesa bastará para lhes mostrar que sentença 2 é mais bem formada que a 1. Nesse caso estamos nos valendo da competência que os alunos já têm na modalidade oral da língua para o desenvolvimento da modalidade escrita.

A palavra “encorralá-da" não pertence ao léxico do estudante, que tampouco conhece a palavra “curral”. Foi preciso recorrer à internet para que o aluno, de background urbano, se familiarizasse com o conceito “curral”.

Texto 2:

“‘Alien: Covenant’ é um filme de terror e ficção científica. Para quem gosta de filmes de ficção científica sobre aliens esse filme é uma ótica recomendação. O filme narra a história de alguns passageiros que iam em uma nave em direção a um planeta novo chamado Origae-6. Em sua rota, uma onda de choque de destroços danifica severamente a nave, matando o capitão Jacob e acordando a tripulação da animação do sono criogênico. Enquanto a tripulação conserta os danos, uma transmissão de rádio é interceptada num planeta próximo. Contra a objeção (sic) de Daniels, viúva de Jacob e especialista em terraformação, o capitão substituto Christopher decide investigar a transmissão que, apesar de ser de um planeta supostamente sem vida, parece ser de origem humana.

Chegando ao local de onde vinha a transmissão, acham um android que finge ajudar eles (sic). Mas descobrem que o android matou alguns tripulantes e tentam fugir. Eles voltam a (sic) nave, mas não sabem que o android que matou os outros tripulantes estava também a bordo.”

Nesse texto, com excelente estrutura sintática, foi necessário discutir o emprego de neologismos, como “alien”, “android”, “terraformação” e “sono criogênico”. Em relação ao primeiro, já existe a palavra “alienígena”; “Android” também pode ser usado em Português, mas é preciso usar a letra “e” no final da palavra “androide”; Quanto a “terraformação” não há problemas de morfologia derivacional, mas a palavra ainda não consta em nossos dicionários impressos por se tratar de um conceito científico novo; Já sobre “sono criogênico” é preciso mostrar uma incoerência na expressão “...da animação do sono criogênico.”

Ainda no primeiro parágrafo, recomenda-se comentar o uso da palavra “objeção”. Em lugar de “Contra a objeção...” poderia ter sido usado “Apesar da objeção...”.

Por fim, os estudantes têm de perceber que a sequência “...que finge ajudar eles” pode ser usada na modalidade oral, mas deve ser evitada na modalidade escrita. Não se perca ainda a oportunidade de discutir o uso do sinal de crase no trecho: “Eles voltam à nave...”.

Brasília, julho de 2017.

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Faz tempo que não comento novela por aqui. Pois estou vendo "A força do querer ", repleta de dramas humanos : a mulher viciada em jogo de azar, que não admite ser dependente , a jovem que esconde a paternidade do filho , enganando o suposto pai e avós, a arquiteta especialista nos embates de sedução que pretende se casar com um homem que já é casado, a mocinha que não aceita o seu corpo, como uma forma de agressão à mãe muito mundana, a jovem que quer-se vingar do ex-noivo que a preteriu, a policial linda confrontada com a perspectiva de se apaixonar e ter de abandonar a carreira , o empresário radicalmente conservador, o advogado bem sucedido que ainda esconde uma paixão pela antiga namorada, o traficante de drogas, humanizado pela dedicação à família , e por aí vai...

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Uma palavra depois da outra


Crônicas para divulgação científica

Em 20 de Junho de 2017, chegamos a 4585 downloads deste livro. 


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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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