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Pixinguinha (1897-1973)

Assisti à cinebiografia de Denise Saraceni “Pixinguinha”.  O grande Pixinguinha viveu uma vida modesta em um subúrbio do Rio de Janeiro, mas seu talento já era reconhecido pois ele era um maestro. Infelizmente não teve filhos biológicos a quem pudesse legar sua musicalidade, mas adotou um menino. Era boêmio, no entanto viveu toda a sua vida com a mesma mulher.  É considerado por muitos a figura mais importante no panteão de compositores nacionais.  Faleceu em 1973, durante um batizado em que era padrinho, na Igreja de Nossa Senhora de Ipanema

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Subo nesse palco, minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara, só quem é clarividente pode ver
Pode ver

Trago a minha banda, só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa pra quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor

Fogo eterno pra afugentar
O inferno pra outro lugar
Fogo eterno pra consumir
O inferno, fora daqui

Venho para a festa, sei que muitos têm na testa
O Deus-Sol como um sinal, um sinal
Eu como devoto trago um cesto de alegrias de quintal
De quintal

Há também um cântaro
Quem manda é deusa-música
Pedindo pra deixar, pra deixar
Derramar o bálsamo, fazer o canto, cantar o cantar

Lá, lá, iá

 

Fico pensando no processo de composição da música “Subo nesse palco” do novo acadêmico da ABL , Gilberto Gil.

Vem  à sua mente o verso inicial : “Subo nesse palco...” É preciso arrumar uma rima para  ‘palco’. Ocorre-lhe ‘talco’, mas como relacionar as duas palavras? Daí surge o verso que é um primor : “minha alma cheira a talco, como um bumbum de bebê, de bebê.

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Professora titular de lingüística da Universidade de Brasília e Professora adjunta da Faculdade de Educação da mesma universidade. Mestra em lingüística pela Universidade de Brasília. Doutora em lingüística pela Universidade de Lancaster. Realizou seu pós-doutorado na Universidade da Pennsylvania nas áreas de Sociolingüística e Etnografia de sala de aula. Presidente da ANPOLL no período de 1992 a 1994. Vice-presidente e presidente em exercício da ABRALIN no período de 2003 a 2005. Possui publicações no Brasil, nos Estados Unidos, na Inglaterra , na Alemanha, na Bélgica, na Holanda e no Japão, nas áreas de Sociolingüística teórica e aplicada à Educação. Atualmente dedica-se em especial à pesquisa e docência na área de letramento e formação de professores, sempre enfatizando a contribuição da Sociolingüística à educação em língua materna ( português) no Brasil. Seus dois livros mais recentes, publicados pela Parábola - Educação em língua materna ( 2004) e Nós cheguemu na escola , e agora - Sociolingüística & Educação (2005) seguem essa linha.


LETRA MAGNA: Vamos começar por um questionamento genérico: o que caracteriza uma gramática?

“Gramática” é um termo do léxico do português e de muitas outras línguas. Tanto no português quanto nas línguas européias, de modo geral, a palavra deriva-se do latim, ‘grammatica, cæ’ , que , por sua vez, originou-se em um étimo grego. Entre os gregos e os romanos, gramática significava ciência gramatical: conjunto de prescrições e regras que determinam o uso considerado correto da língua escrita e falada. (Dicionário Houaiss ). Mas o significado de gramática evoluiu, juntamente com a própria ciência lingüística, e tem variado no âmbito das diversas correntes teóricas dessa ciência. A partir do início do século XX, a Lingüística Estruturalista passou a dar ênfase à gramática descritiva das línguas e das variedades de cada língua, relativizando o papel da gramática normativa, considerada como uma gramática descritiva de uma das variedades da língua, a saber, a variedade de prestígio, empregada na língua escrita e no desempenho de determinadas funções comunicativas.

LETRA MAGNA: Atualmente sabemos que existem diversos tipos de gramáticas de uma língua: reflexiva, de usos, normativa, teórica... Qual o papel de cada uma delas no cenário atual dos estudos lingüísticos?

As diferentes tendências no estudo da linguagem têm qualificado o termo “gramática” conforme os pressupostos teóricos, que lhes são subjacentes. Uma gramática “reflexiva” está de acordo com a definição de competência na teoria chomskiana , em que os dados para a análise são gerados pela introspecção do analista. O adjetivo “reflexiva” também é usado na lingüística aplicada ao ensino-aprendizagem de línguas, que enfatiza a reflexão de professores e aprendizes sobre a estrutura e os usos da língua que é objeto de sua aprendizagem. A gramática “de usos” é praticada principalmente pelos adeptos de correntes funcionalistas da lingüística, para as quais há uma relação dialética e indissociável entre forma e função no estudo da língua. A gramática “normativa” preserva o sentido original do termo na cultura greco-romana. Na idade moderna a produção de gramáticas normativas, bem como de dicionários e guias ortográficos, ocorreu com os primeiros empreendimentos de política lingüística nos países em formação, empenhados na padronização de uma língua nacional e supra-regional. De acordo com o Círculo Lingüístico de Praga, a língua padronizada nas gramáticas normativas cumpre diversas funções relevantes na constituição de uma nação, tais como a função unificadora, a função separatista e a função de quadro de referência. Observe-se também que a padronização da língua é uma etapa importante na construção do sistema burocrático de governo e corre paralela ao desenvolvimento de um acervo de letramento (inclusive a tradição literária) na respectiva nação.

LETRA MAGNA: A gramática tradicional normativa foi (e ainda é) vítima de ataques por parte de diversos lingüistas no que diz respeito às suas incoerências teóricas. A senhora considera pertinente o posicionamento desses lingüistas?

No Brasil herdamos uma tendência a valorizar em demasia a chamada gramática normativa, que tem sido objeto até de legislação federal, como a Lei nº 5765 de 18 de dezembro de 1971, que aprovou alterações na ortografia da língua e a Portaria nº 36 de 28 de janeiro de 1959, do MEC, que propôs a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Essa NGB, desde então, ganhou status de conteúdo programático em todos os níveis de ensino. Ensinar português passou a ser sinônimo de ensinar gramática, em detrimento de um trabalho pedagógico que favoreça a competência comunicativa dos alunos, habilitando-os a desempenhar, com eficiência e segurança, qualquer tarefa comunicativa, na língua oral ou escrita, que se lhes apresente na sua vida social e especialmente profissional. Quando os lingüistas criticam a gramática normativa estão considerando dois fatos: o primeiro é a séria distorção na nossa cultura escolar, que confunde o ensino da língua com a memorização de terminologia gramatical. O segundo é a ignorância das normas prescritivas em relação ao processo de evolução natural da língua e aos estudos descritivos, que se baseiam em metodologias mais atualizadas.

LETRA MAGNA: Os falantes comuns (aqueles que não são ligados à lingüística) ainda continuam apegados às regras muitas vezes antigas e engessadas contidas nessas gramáticas. Muitas vezes, sequer aceitam as explicações dos lingüistas de que há diversas gramáticas. O que está acontecendo? De quem é a falha (se é que ela existe)?


Os falantes comuns, que não estão familiarizados com a literatura lingüística especializada, vêem-se muitas vezes diante de polêmicas entre lingüistas modernos e gramáticos conservadores em relação a certos usos da língua. A lingüística moderna demonstra cientificamente, por exemplo, que um determinado traço lingüístico considerado “erro” é descendente legítimo de usos correntes em estágios anteriores da história da língua, ou mostra que algumas exigências da gramática normativa não têm fundamento lógico. Os usuários da língua, no entanto, lêem em gramáticas e nos muitos manuais publicados pelos órgãos de imprensa que aquele traço deve ser evitado. É o caso, por exemplo, de certas regências verbais ( O verbo implicar deve ser usado como transitivo direto ou indireto? O verbo assistir no sentido de presenciar tem de receber complemento indireto? Etc.). Algumas gramáticas normativas mais modernas já vêm incorporando informações fornecidas por estudos lingüísticos descritivos, mas de modo geral o usuário prefere “se garantir” aderindo à norma prescritivista quando tem de fazer concursos, prestar vestibular, redigir um oficio no seu local de trabalho etc. (a propósito, usa-se ou não se usa vírgula antes de etc.?). Seria desejável que as gramáticas normativas escolares contemplassem o conceito de adequação bem como informações sobre variação lingüística. Assim poderiam orientar o usuário da língua a fazer a opção certa entre a variante mais tradicional e a mais moderna de uma regra lingüística em processo de mudança, de acordo com a situação de fala ou de escrita, com o seu papel social no evento e, principalmente, com seus objetivos comunicativos.

LETRA MAGNA: A senhora acredita que seja necessário uma gramática de referência (do tipo teórica ou normativa) para que uma língua preserve sua cultura ?

Na cultura letrada, presente em praticamente todas as comunidades de fala contemporâneas, a descrição da estrutura e dos usos lingüísticos é muito importante como um quadro referencial que pode ajudar os usuários na sua produção lingüística oral ou escrita. Essa descrição pode ser muito útil também na formação de professores, que precisam desenvolver sua capacidade de refletir sobre a linguagem que eles próprios usam nas diversas situações comunicativas e sobre a linguagem de seus alunos. Veja-se, por exemplo, o processo de alfabetização, que precisa ser informado por noções de fonologia e de gramática em geral.

LETRA MAGNA: É possível falar em uma gramática exclusiva para o Português Brasileiro?

Desde os escritores românticos e principalmente a partir da Semana de Arte Moderna em 1922,a literatura brasileira tem adotado modos de escrever que diferem dos modelos lusitanos e procuram aproximar-se da língua corrente no Brasil. Alguns estudiosos já publicaram obras alentadas sobre essas características do português escrito e falado no Brasil, comparando-as às características do português europeu. Algumas gramáticas normativas também já cuidam de mostrar diferenças no uso da língua no Brasil e em Portugal. No entanto a própria ciência lingüística já demonstrou que não há porque se falar de uma língua portuguesa e uma língua brasileira, pois a língua que a maioria dos brasileiros usam é a língua portuguesa com certos traços no léxico, na fonologia, na gramática e na ortografia que lhe são peculiares. Precisamos tão-somente que a literatura especializada, especialmente as gramáticas normativas, traga informações sobre as diferenças entre o português usado no Brasil e em outros países lusófonos.

LETRA MAGNA: Qual a postura teórica mais adequada para tratar dos estudos em gramática do português brasileiro?

As diversas correntes teóricas da lingüística têm contribuído para a descrição do português. Em se tratando do ensino escolar da língua, o importante é que não se privilegie a nomenclatura gramatical, que será usada apenas como um recurso no desenvolvimento da consciência reflexiva sobre a língua, e que a escola se preocupe em tornar cada aluno um falante competente, que se desempenhe com segurança em qualquer prática social, oral ou escrita, de que vier a participar, atendendo às expectativas de seus interlocutores e às normas consuetudinárias sobre o uso adequado da língua vigentes na sociedade brasileira.

LETRA MAGNA: A senhora acredita que os gêneros digitais (blogs, fotologs, orkut, messengers, etc...) trarão alguma conseqüência para a sintaxe da língua portuguesa?

Os gêneros digitais, mais ainda do que os não-digitais, sofrem grande influência de línguas de comunicação internacional, especialmente do inglês. No âmbito do léxico esses empréstimos se consolidam ou não na nossa língua dependendo da necessidade de suprir ou não lacunas lexicais. No âmbito da gramática (“o livro que eu vou falar sobre”, por exemplo) essas inovações devem ser objeto da reflexão dos lingüistas e devem chegar ao conhecimento da escola para que o professor saiba em que gêneros e em que situações poderão ser usadas ou deverão ser evitadas. Quanto à linguagem codificada que principalmente os jovens usam nos “chats” ou similares, é preciso que a escola assuma a tarefa de mostrar às crianças e jovens que aquele código só é adequado para a comunicação virtual. É como a língua do “P”, que as crianças dominam, mas que só empregam com funções lúdicas.

LETRA MAGNA: Como a senhora vê a formação dos professores das séries iniciais e mesmo dos professores de Letras? Eles têm formação gramatical adequada?

Os professores de séries iniciais formados nos cursos de Pedagogia ou de Normal Superior recebem muito pouca informação sobre a estrutura e os usos da língua, o que dificulta a sua reflexão lingüística e, conseqüentemente, impede um trabalho pedagógico mais eficiente. Constatação disso temos nos resultados do SAEB, do PISA, etc. Quando assumimos uma posição crítica em relação à ênfase na nomenclatura gramatical, não podemos jogar fora o bebê junto com a água do banho, isto é, não podemos imaginar que se possa desenvolver uma produtiva reflexão sobre a estrutura e os usos da língua sem o apoio de um referencial descritivo básico. Finalmente quero chamar atenção para distorções que se instalam e se perpetuam na cultura escolar. Recentemente, elaborando um material didático para a formação de professores de séries iniciais, no âmbito de um convênio entre UnB e MEC, incorporamos algumas informações sobre a variação fonológica e gramatical no português contemporâneo. Nosso objetivo era prover o professor de informações teóricas de sociolingüística que lhe permitam identificar certas características na produção oral e escrita de seus alunos e lidar com elas sem preconceito, de forma eficiente e produtiva. No entanto, uma pessoa encarregada da avaliação do material concluiu que a menção a regras variáveis no trabalho pedagógico é por si só um estímulo ao preconceito lingüístico. Para essa pessoa, a inclusão de informações sociolingüísticas nos programas de Língua Portuguesa não representa um avanço; pelo contrário, representa um perigo. Estamos vendo então que muitos leitores de estudos contemporâneos sobre o português do Brasil (apesar de bem intencionados) acabam por fazer leituras equivocadas, que podem trazer prejuízos à educação brasileira, já tão carente de padrões de boa qualidade. Mas isso é assunto para outra entrevista.

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As sociedades humanas, criadas ao longo da História, foram organizadas com funções de melhorar a qualidade de vida de seus membros. Mesmo os grupos de caçadores-coletores, existentes há vinte mil anos, ou mais, já estabeleciam normas de convivência, com o objetivo de incorporar o maior número de membros do grupo. Isto quer dizer que, longe de coloca-los à margem, a sociedade preocupava-se em dar-lhes tarefas, papeis que pudessem desempenhar, mesmo que ainda muito jovens, ou já bem idosos. Depois, com o surgimento das cidades e da civilização (como a conceituamos atualmente) passou a caber aos líderes, fossem eles designados, eleitos, ou simplesmente usurpadores do poder, a tarefa de organizar, alocar as pessoas dentro de grupos de atuação: aqueles que construíam casas, outros que lidavam com irrigação, os que organizavam o culto, aqueles que cuidavam da defesa e assim por diante. Estudar o Egito, as civilizações mesopotâmicas, ou os hebreus, deixa claro que, sem uma cuidadosa organização, nenhum povo conseguiu construir grandes coisas.

Outro fator essencial nas culturas da Antiguidade era o processo de transmissão cultural de uma geração para outra. Enquanto os pequenos agricultores, de um período anterior, tinham que cumprir todas as tarefas em sua propriedade (como preparar o terreno, revolver a terra, plantar, colher, defender a propriedade de invasores humanos e animais predadores, fazer serviços de manutenção, assim como conhecer as estações, tentar adivinhar a previsão do tempo, e até saber construir moveis e utensílios domésticos), o desenvolvimento das cidades iria propiciar uma divisão de tarefas fazendo com que as pessoas pudessem se especializar em áreas específicas. A agricultura familiar pré-urbana não permitia um estudo formal. O filho do agricultor aprendia, com o pai, as tarefas que este já realizava. Já nas sociedades civilizadas, urbanas, sistemas mais complexos de transmissão de conhecimento tornaram-se viáveis. A divisão de tarefas ocasiona a existência de professores, e com eles, a transmissão do saber.

A complexidade social passa a exigir funções de supervisão, que empoderam uma parte dos membros do grupo. Havia o que produzia e o que vendia os produtos, o que construía residências e o que as mandava construir, o que rezava e o que, supostamente, tinha uma ligação mais estreita com a divindade.  Embora todas as tarefas fossem necessárias, todos fizessem alguma coisa, uma camada da sociedade passou a se beneficiar do trabalho alheio, ficando com parcelas maiores da remuneração obtida pelo trabalho de todos.

Isso explica como, mesmo em sociedades ricas como a do Egito faraônico, havia uma camada social de miseráveis, que trabalhava muito, vivia pouco e não usufruía de parcela compatível de tudo o que era produzido. Daí a falácia da frase atribuída a Heródoto, segundo a qual o Egito seria uma dádiva do Nilo. Bastaria perguntar aos camponeses, ou aos servos, que trabalharam até a morte, por exaustão, na lavoura, na busca da água e na construção de obras públicas, quão dadivoso o Nilo tinha sido para eles...

Como e por que o faraó e sua família, assim como a elite dos funcionários públicos civis, militares e eclesiásticos do Egito (respectivamente escribas com altas funções, militares graduados e sacerdotes importantes) conseguiam viver em padrão muito alto, enquanto a maioria da população apenas sobrevivia, tendo que entregar a maior parte de sua produção a título de impostos e tributos? A resposta é simples: porque tinham poder para isso. Porque tinham leis, que eram interpretadas sempre a seu favor. Porque tinham, do seu lado, militares e policiais, que os obedeciam. Em resumo, porque podiam.

Sim, estamos falando de mais de 4 mil anos e seria um enorme anacronismo comparar a sociedade egípcia antiga e sociedades modernas, como a nossa. Contudo, quando se olha para o sistema de justiça , o sistema prisional, a facilidade com que legisladores, julgadores, administradores públicos reproduzem o sistema de poder, defendem seus privilégios, encontram saídas legais para não serem punidos adequadamente, enquanto o oposto ocorre com a “plebe rude”; quando se percebe que o sistema educacional, aquele que foi montado para transmitir saber de uma geração a outra, está se tornando cada vez mais piramidal, com poucos tendo chance de chegar ao topo (não é qualquer família que pode pagar 8 mil reais por mês por um mês de colégio de elite em São Paulo) percebemos que a realidade é outra, mas o processo de poder derivado da divisão de tarefas é o mesmo.

A pergunta paira no ar: é este o país que queremos?

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Prezado Machado de Assis,

 

Venho por meio desta informar-lhe sobre o Brasil, um século passado do seu. Na era moderna, a escravidão, como já foi conhecida está abolida, porém, o racismo ainda está muito presente. Dizer que está muito presente, chega até a ser um eufemismo, uma vez que pessoas não caucasianas sofrem preconceito diariamente.

Assim sendo, números discrepantes no âmbito econômico envolvendo etnias são muito frequentes. De acordo com um estudo realizado pelo IBGE (instituto de pesquisa governamental), somente 17% da população rica no Brasil é negra. Enquanto na população mais pobre esse número é 75%. 

Contudo, a sociedade teve suas melhoras, com muitos movimentos contra essas concepções arbitrárias. Em 1948 Nelson Mandela, símbolo da luta contra a discriminação de raças, liderou uma revolução na África do Sul, chamada Apartaid, que marcou a luta por igualdade racial. 

No Brasil, em 3 de julho de 1951, o racismo tornou-se crime constando na lei 1.390 de Afonso Arinos. No artigo 1 está escrito “Constitui contravenção penal, punida nos têrmos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de côr.”. Outras leis como essa foram impostas, na lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989 no artigo 1 está escrito “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

Um grande exemplo desses movimentos é o senhor, escritor negro que trilhou o caminho para inúmeros outros. Atualmente, temos grande autores negros que defendem a causa, como a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Outra autora que, pessoalmente tenho grande admiração, é Maria Freitas, autora brasileira que escreveu o livro vencedor chamado “Cartas para Luísa”.

Porém, mesmo assim, acredito que o senhor ficaria decepcionado com o estado do Brasil.  O mundo está em uma pandemia global e as pessoas não respeitam o distanciamento. Aqui no país mais de 600 mil pessoas morreram. Juntamente, 57% da população está em insegurança alimentar.

Espero que o senhor continue marcando gerações,

 

Carol Bortoni

 novembro de 2021

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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