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LEITURA E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA
O que fazer para levar os estudantes a entenderem os textos que leem e escrevem na escola e fora dela?
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Formas de ensino nas escolas brasileiras

ENTREVISTA PARA A REVISTA ALMANAQUE SARAIVA-setembro 2010

Stella Maris Bortoni-Ricardo

Para a edição de setembro de 2010 do Almanaque Saraiva, vamos apresentar uma matéria sobre sistemas de ensino no Brasil. Nossa intenção é explicar aos leitores, de forma sucinta, algumas formas de ensino adotadas nas escolas brasileiras. 

1)    O que os pais devem levar em consideração ao escolher o método de ensino escolar mais adequado ao perfil e aos objetivos pretendidos para a educação das crianças?

 

Quando se trata de alfabetização, os métodos praticamente se equivalem, desde que bem aplicados. Recomenda-se mesmo que os professores estejam preparados para combinar estratégias  relacionadas a métodos diferentes, que sejam comprovadamente eficazes. Por exemplo, uma professora pode adotar um método analítico, que se inicia com pequenos textos produzidos oralmente pelos alunos, ou retirados de livros infantis, mas terá de conciliar com esse método o trabalho com as sílabas e as letras, isto é, terá de contemplar também o tratamento fônico das palavras, desenvolvendo a consciência fonológica dos alunos. Ao escolher uma escola, os pais devem levar em consideração os resultados que essa escola vem apresentando  nos diversos sistemas de avaliação : na Provinha Brasil, na Prova Brasil e nos sistemas estaduais de avaliação, e também devem procurar saber qual o IDEB que a escola atingiu (Índice de Desenvolvimento da Educação).

2) Quais são os métodos de ensino mais comuns no Brasil? Qual(is) deles você considera mais eficiente? Por quê?

 

No Brasil difundiu-se muito o método de trabalho em grupo, em detrimento do trabalho individual. Pesquisas comparativas feitas em escolas públicas e particulares no Brasil e também em Cuba e no Chile têm mostrado que o trabalho individual dos alunos, acompanhado pelo professor, é mais producente que os trabalhos em grupo, que devem ser usados com parcimônia. Ao distribuir o tempo de  aula, os professores devem dedicar um bom tempo a  exposição e explicações no quadro para toda a turma. Mas é importante que haja um bom clima disciplinar e que todos os estudantes participem ativamente das aulas, com liberdade para fazer perguntas e comentários.

3) Alguns métodos centralizam o ensino no professor, outros colocam o aluno em destaque e outros são mais liberais (como o baseado em atividades elaboradas a partir de discussões de temas variados em sala de aula). Quais são as diferentes capacidades que os principais métodos de ensino desenvolvem nos alunos (como facilidade de expressar oralmente ou de interpretar textos, por exemplo)?

Deve-se sempre valorizar a boa interação entre professor e alunos. Essa interação é um fator muito relevante para o resultado da aprendizagem. Cabe aos professores facilitar a aprendizagem, atuando como mediadores. Os alunos têm, por exemplo, muita dificuldade de compreender bem o que leem. Os professores devem atuar  como mediadores nesse processo, trabalhando com os alunos antes, durante e após a leitura.

Todos os alunos têm de sentir-se livres e estimulados para tomar a palavra, fazendo perguntas, apresentando comentários, trazendo informações etc. Os professores devem estimular a fala dos alunos, seja como falante primário diante de toda a turma, seja  interagindo produtivamente com os colegas, em pares ou grupos. No entanto, reiteramos, o trabalho de grupo não deve ocupar mais tempo em sala de aula que o trabalho que requeira esforço individual.

Reiteramos também que o clima disciplinar é indispensável para o bom trabalho pedagógico. Sem disciplina, que deve ser negociada e co-construída com os estudantes, o trabalho escolar fica muito prejudicado e se torna cansativo para professor e alunos.

Uma boa escola também incentiva a leitura e mantém biblioteca, ou sala de leitura, ou pelo menos um armário de livros. O importante é que os alunos sejam incentivados a ler variados gêneros de texto. Outra recomendação é que, na produção de textos, o professor analise os textos produzidos, com os alunos, e supervisione a refacção (cópia) dos textos já corrigidos.

Finalmente, quando houver recursos, as escolas devem poder contar com equipamentos  tecnológicos, de modo que os alunos possam participar de práticas letradas, não só com textos impressos em livros, revistas e outros suportes de papel, mas também em suportes eletrônicos.

 

 

Stella Maris Bortoni-Ricardo é professora titular de Sociolinguística (UnB), coordenadora da área de Letramento e formação de professores, Faculdade de Educação, UnB; Ph.D. em Linguística (University of Lancaster, 1983); estágio de pós-doutorado em Etnografia de sala de aula (University of Pennsylvania, 1990). Já formou 66 pesquisadores entre doutores e mestres. Sua página eletrônica é: www.stellabortoni.com.br.

 

 

Comentários  

 
0 #1 alice 24-06-2013 19:11
:sigh: :-| :sad: :cry: :-x
eu to ferrada nessa redaçao
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