Artigos

Fuvest 2010 vai aceitar apenas o novo Enem em parte da nota da 1ª fase
Da Redação
Em São Paulo
*Atualizada às 11h00*

A Fuvest divulgou, nesta terça-feira (16), um comunicado no qual afirma que
aceitará apenas o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na composição
da nota da primeira fase do vestibular 2010. Quem quiser usar os pontos do
Enem no vestibular 2010, terá de prestar a prova do MEC (Ministério da
Educação).

De acordo com o coordenador de comunicação da Fuvest, José Coelho Sobrinho,
a grande mudança é que a nota do Enem 2008 não será considerada. A nota do
Enem 2009 poderá ser utilizada em 20% da primeira fase, caso seja favorável
ao vestibulando.

Nos processos seletivos anteriores, a Fuvest permitia que o estudante
utilizasse a maior nota entre as duas últimas avaliações do MEC. A fundação
seleciona os ingressantes da USP (Universidade de São Paulo), da Faculdade
de Ciências Médicas da Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro
Branco.

A alteração das regras na Fuvest ocorre após mudança no formato do Enem, que
passou a ter 180 questões em uma nova tecnologia de elaboração de avaliações
- antes a prova tinha 63 testes.

Diz o comunicado da Fuvest que a nota do Enem 2009 será usada também para
compor o bônus para alunos que cursaram integralmente o ensino médio em
escolas públicas do Brasil.

Como é usado o Enem na Fuvest Se o estudante tirar 70 pontos em 100 na
Fuvest e tirar 80 pontos em 100 no Enem, por exemplo, a nota dele é
calculada da seguinte forma:

multiplica-se a nota da Fuvest por quatro;
soma-se a nota do Enem;
então, o resultado é dividido por cinco.

No exemplo citado, a nota final da primeira fase do candidato seria de 72
pontos, já que teria 280 pontos da nota da Fuvest, mais 80 do Enem,
divididos por cinco.

Como a Fuvest não utilizará mais a nota da primeira fase na classificação
dos convocados, o Enem só serve para levar o vestibulando à etapa final do
vestibular - perdendo peso na seleção dos ingressantes.

InscriçõesPela primeira vez na história dos vestibulares da Fuvest, a
inscrição de candidatos será realizada via internet. O período de inscrições
ocorrerá de 28 de agosto a 11 de setembro.

O manual do vestibular 2010 começará a ser vendido a partir do dia 3 de
agosto. As provas específicas serão realizadas de 11 a 16 de outubro. A
primeira fase será no dia 22 de novembro e a 2ª fase ocorre nos dias 3 a 5
de janeiro de 2010.

Em abril, a USP aprovou mudanças para o processo
seletivo<http:vestibular.uol.com.brultnot20090416ult798u24767.jhtm>.
O novo formato de vestibular manterá a primeira fase com 90 questões - mas
as provas da segunda fase foram
alteradas<
http:vestibular.uol.com.brultnot20090521ult798u24827.jhtm>
.

http:vestibular.uol.com.brultnot20090616ult798u24873.jhtm
Categoria pai: Seção - Notícias

A crise da educação é tema constante em todos os países

 

A Tarde

“Educação é diálogo permanente e aqui, quando falamos em diálogo, tratamos deste em pelo menos dois níveis. Um no âmbito das escolas e outro no âmbito das famílias”

Nelson Pretto é professor associado da Faculdade de EducaçãoUFBA e visitante da Universidade Trent, Nottingham, Inglaterra (http:www.pretto.info). Artigo publicado em “A Tarde”, da Bahia:

Todos reclamam dos baixos índices de aprovação, da violência nas escolas, dos sistemas de avaliação que não dão conta dos desafios contemporâneos, da universidade que não prepara para o mundo profissional tampouco para a vida. Mas essa é uma crise anunciada, uma vez que pesquisas realizadas há muito já a vislumbravam.

Na Inglaterra, a situação é dramática neste final de ano letivo. Os dados apontam uma crise sem precedentes no que diz respeito à empregabilidade dos alunos que agora estão se formando. Recente pesquisa anunciou que 50% dos empregadores entrevistados não estão pensando em contratar recém-graduados.

Em função da gravidade da situação, o professor David Blachflower, ex-membro do comitê monetário do Banco da Inglaterra, alertou o governo para o que considera o maior desafio atual do país, o desemprego da juventude.

No âmbito do ensino básico inglês, o que aqui e acolá se vê são projetos e políticas públicas que buscam – sem sucesso, como os números indicam – transformar a educação e criar algum tipo de motivação para que a juventude permaneça na escola. Foi proposta recentemente a redução do número de áreas de aprendizagem de 13 – as tradicionais ciências, biologia, história, etc. – para seis, de maior abrangência, como compreensão do inglês, comunicação e linguagens, compreensão científica e tecnológica, compreensão do humano, social e ambiental, entre outras.

O interessante dessa proposta é a introdução, de forma explícita, do uso das tecnologias de comunicação, a exemplo dos blogs, twitter, orkut e todos os elementos da mídia contemporânea.

A confusão já está estabelecida, com muitas reclamações, pois, como já estamos lamentavelmente acostumados na educação, tal proposta foi pouco discutida, segundo os sindicatos docentes.

A própria mídia, que aqui tem tratado muito da educação, termina polarizando o debate entre, por exemplo, se é importante ensinar usar twitter ou Segunda Guerra Mundial e, claro, isso tem um grande efeito sobre os pais. Esse não é o ponto central e, como de costume, uma cortina de fumaça cai sobre a importância de discussões mais profundas sobre a educação.

Por outro lado, a proposta inglesa se reporta à necessidade de um currículo criativo, o que para mim é uma redundância, uma vez que tanto currículo como escola têm na criatividade e na criação seus elementos mais fundamentais.

Fala-se em inserir um fator uaauu (wow factor) no currículo, como elemento de impacto nas escolas, para prender a atenção dos jovens. Também essa é uma antiga discussão, pois não estamos aqui a falar de espetáculos, onde os estudantes precisam ser motivados e o professor tem que ser um ator – de preferência cômico, como em muitos dos nossos cursinhos – para que os alunos possam apreender os assuntos. Educação é muito mais do que isso.

Educação é diálogo permanente e aqui, quando falamos em diálogo, tratamos deste em pelo menos dois níveis. Um no âmbito das escolas e outro no âmbito das famílias. Nestas, essa prática, que deveria ser constante, em muitos casos praticamente deixou de existir, seja pelo enfraquecimento da família enquanto espaço de diálogo, seja pela própria inexistência desta.

Um intenso e permanente diálogo é conversa que flui, é um verdadeiro jogo de ir e vir, de ouvir e falar, de ceder e conceder. Mas é também o exercício da autoridade – não do autoritarismo – nos momentos necessários.

Um outro diálogo é aquele entre o conhecimento que cada um traz de sua realidade e experiência de vida com a Ciência e a Cultura, com c maiúsculo mesmo. Mas não como uma imposição destas sobre as demais ciências, saberes, conhecimentos e culturas, aqui todas em minúsculo e no plural.

A busca por essa convivência permanente entre diferenças, conhecimentos e saberes constitui-se no movimento central para a preparação dos jovens para o mundo.

E, quando falamos em mundo, estamos a nos referir também ao mundo do trabalho, mas não só a este. Falamos de um mundo que ainda nem sabemos como vai se configurar no futuro.

Necessário se faz retomar a minha preferida questão: o fortalecimento do fundamental papel dos professores nas escolas, este sim, seguramente, o verdadeiro fator uaauu da educação.

 

Categoria pai: Seção - Notícias

Crianças indígenas, quilombolas e do campo enfrentam maior dificuldade no acesso à educação

Relatório divulgado na terça-feira (9) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que, embora a educação no Brasil tenha melhorado, a situação de alguns grupos ainda é vulnerável “quando se trata do pleno exercício do direito de aprender”.

Crianças e adolescentes indígenas, quilombolas, com deficiência ou que vivem no campo são as que enfrentam mais dificuldade para ter acesso à educação, segundo mostra o relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender.

Segundo o Unicef, dados do Censo Escolar 2007 mostraram a dificuldade de progressão nos estudos das crianças com deficiências. “Enquanto 70,8% cursam o ensino fundamental, apenas 2,5% estão no ensino médio”.

O estudo destaca entretanto que houve um importante aumento de 597% no ingresso desses alunos em classes comuns do ensino regular entre 1998 e 2007.

Entre os indígenas e quilombolas, a principal deficiência é a infraestrutura inadequada das escolas e a baixa qualidade do ensino oferecido. No caso dos quilombolas, o Unicef destaca que as escolas estão frequentemente distantes das casas dos alunos e os professores em sua maioria não têm a formação adequada para atuar em sala de aula.

Segundo o Unicef, nos últimos anos esses grupos tornaram-se “foco de políticas públicas específicas e de ações desenvolvidas por diferentes organizações da sociedade civil”. Com isso, houve melhora nos indicadores educacionais. Entre 2002 e 2007, o número de estudantes indígenas cresceu 50%, chegando a 176 mil. A pesquisa revela também que há evolução da oferta educacional nas comunidades quilombolas. De 2005 para 2006, o número de escolas localizadas em áreas remanescentes de quilombos cresceu 94%. Mas em 2007, verificou-se uma pequena redução de cerca de 30 unidades.

No campo, a Unicef aponta grande dificuldade de acesso de professores e alunos às escolas em função das deficiências do transporte escolar. “Além disso, muitos currículos estão desvinculados da realidades, das necessidades, dos valores e dos interesses dos estudantes, o que impede que o aprendizado se transforme em instrumento para o desenvolvimento do meio rural”, cita o relatório.

Como consequência desse descolamento da escola com o meio rural verifica-se um baixo nível de instrução e de acesso à educação. “A escolaridade média da população de 15 anos ou mais que vive na zona rural corresponde a quase metade do índice da população urbana”, ressalta o estudo.

Para a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, dar atenção aos grupos vulneráveis é fundamental para garantir a universalização do acesso à educação. “Isso não deve ser feito de uma maneira isolada que pode até estigmatizar os grupos, mas fazer parte de uma política geral para todos. A redução das desigualdades deve ser o eixo da política de educação”,  destacou na entrevista coletiva para apresentação do relatório. (Fonte: Agência Brasil)

 

Categoria pai: Seção - Notícias



Em debate nesta segunda-feira (8 de junho de 2009),
Dois dos maiores nomes da educação brasileira dos últimos 15 anos, o atual ministro Fernando Haddad e o ex-ocupante da pasta e hoje secretário estadual Paulo Renato Souza acreditam que os cursos de formação de professores precisam mudar para que o ensino no país melhore. Eles participaram nesta segunda-feira de um debate sobre o tema, promovido pelo Grupo Estado.

Haddad e Paulo Renato, no entanto, mostraram visões diferentes de como as mudanças podem ocorrer. O Estado tem de assumir mais as prerrogativas de formação. As universidades estaduais e federais podem e devem formar mais e melhores professores, disse o ministro. Ele defendeu a reformulação dos currículos de cursos de Pedagogia e Licenciatura.

Já Paulo Renato se disse mais cético quanto à possibilidade de promover tais reformas. Para o secretário da Educação de São Paulo, cursos de aprimoramento oferecidos depois da formação universitária podem ajudar a melhorar a preparação do professor. O Estado criou no mês passado a Escola de Formação de Professores, que vai oferecer cursos durante quatro meses para docentes aprovados em concursos. A questão central é que os cursos para formar professores não dão um instrumental adequado para trabalho em sala de aula, diz Paulo Renato.

Cerca de 250 pessoas - várias delas docentes - participaram do evento, que esgotou a capacidade do auditório. Elas se inscreveram pela internet e puderam fazer perguntas por escrito aos dois convidados. O vídeo com a íntegra do debate já está disponível na TV Estadão, no portal http:www.estadao.com.br.

Na opinião do ministro, a formação dos docentes será o cerne da educação brasileira na próxima década. O tema constitui o maior desafio para a melhoria da qualidade da educação do nosso País, concordou Paulo Renato.

Ministro e secretário também disseram que o aumento da quantidade de professores com curso superior no país não ajudou a melhorar a qualidade do ensino. Dados do primeiro censo completo do professor, divulgado no mês passado, mostram que 70% do 1,8 milhão de docentes da educação básica têm formação universitária.

As faculdades de educação têm uma tradição de formar especialistas, se discute bastante teoria e história da educação, mas os conteúdos das disciplinas não são visto, afirmou o secretário. Para Paulo Renato, é muito difícil mudar essa vocação das instituições.

Algo semelhante foi tentado em sua gestão no Ministério da Educação (1995-2002). A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) previa que fossem criados institutos superiores de educação apenas para formar professores, tirando essa atribuição das faculdades de Pedagogia e Licenciatura. Foi uma questão muito debatida entre ministério e academia. Confesso que fui derrotado na minha tentativa de que esse modelo vingasse e acabamos aprovando uma resolução que deixou a questão em aberto.

O ministro da Educação acredita que uma das maneiras de influenciar mudanças nos currículos seria a criação de uma prova nacional de admissão de professores, que já está sendo estudada no MEC. O exame cobraria didáticas e conteúdos considerados essenciais pelo governo federal que, como consequência, teriam de ser trabalhados nos cursos. O Brasil responde muito bem à indução.

O MEC também criou recentemente institutos federais que têm a obrigatoriedade de oferecer cursos para professores nas áreas de física, química, matemática e biologia. Além da má formação, o País enfrenta atualmente um déficit aproximado de 200 mil profissionais, principalmente nessas quatro áreas.

Salários

A falta de incentivos para a carreira de professores, principalmente financeiros, também foi discutida no debate. O ministro Fernando Haddad apresentou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que comparam os salários dos professores ao restante dos profissionais do País com formação universitária. Em 2003, os profissionais com curso superior completo ou incompleto ganhavam 86% a mais que docentes brasileiros. Em 2007, essa diferença caiu para 61%. A média salarial dos professores é de R$ 1,3 mil. A comparação não levou em conta o novo piso salarial de professores no País.

Se mantivermos esse passo, em algum lugar no tempo entre 2014 e 2015 esses valores estarão equiparados, acredita. A carreira do professor não pode estar em desvantagem em relação às demais. Vamos perder jovens vocacionados por causa de uma questão econômica.

Respondendo a uma pergunta da plateia que mencionou que os cursos de formação de professores teriam limitações intransponíveis, o ministro se disse otimista com relação a mudanças. Os cursos de Pedagogia têm limitações transponíveis. Eu encaro com otimismo que as universidades vão se adequar a uma nova filosofia.

Haddad e Paulo Renato divergem sobre bônus

Em um debate marcado pelo tom cavalheiresco e pela confluência de opiniões sobre a educação brasileira, uma das poucas divergências disse respeito ao pagamento de bônus aos professores da rede pública paulista.

Para o secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, o programa segue uma tendência internacional e representa hoje a experiência mais ambiciosa nessa área no mundo. O ministro Fernando Haddad considerou injusto o pagamento com base no desempenho dos alunos, o que, na sua opinião, não retrata o comprometimento da escola com a melhoria do ensino.

Paulo Renato disse que, em um universo de 223 mil professores e funcionários habilitados ao bônus em São Paulo, 195 mil receberam o benefício, entre eles 158 mil docentes.

O secretário mencionou discurso feito em março pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em que ele falou da necessidade de parlamentares democratas deixarem de lado a resistência à remuneração de funcionários por desempenho, o que sempre foi tratado como um tabu, especialmente pelos sindicatos. Mas admitiu que o programa precisa ser aperfeiçoado. Citou o caso de várias escolas consideradas as melhores da rede, que não alcançaram metas fixadas pela secretaria.

O pagamento do bônus a servidores dessas unidades só foi decidido de última hora, não constava da proposta original. É preciso reconhecer que as escolas boas puxam a média para cima.

Há escolas que não conseguem atingir as metas por questões alheias à sua vontade, o entorno prejudica mais o desempenho da escola que o que acontece dentro, rebateu Haddad. Ele falou do Plano de Desenvolvimento da Educação, que estabeleceu metas e premia unidades que as atingem com um reforço orçamentário. As que não cumprem metas não são ‘punidas’ com o não recebimento do recurso, só que o repasse não é automático, a escola tem de apresentar um plano de trabalho.

Metas adequadas

Haddad rebateu críticas de que as metas do plano são muito baixas. Disse que, se elas forem cumpridas, em 15 anos o Brasil alcançará a média dos países desenvolvidos. O contrário é que deve preocupar. Será que 15 anos é tempo suficiente para que nós alcancemos um patamar de desenvolvimento educacional que outros países levaram cem anos para atingir? Paulo Renato concordou com o ministro. O mais importante é que temos metas e as estamos perseguindo.

Curso a distância

A questão foi colocada num e-mail enviado ao moderador do debate pela ex-secretária da Educação Maria Lúcia Vasconcelos. Ela questionou se os cursos a distância não implicariam uma formação ligeira. Haddad lembrou que, a rigor, não existem cursos a distância stricto sensu no País, porque a legislação, ao contrário da de outros países, exige uma carga horária presencial mínima.

Conheço muitos cursos bons semipresenciais e muitos cursos ruins presenciais. Mesmo assim, o ministro disse que prefere cursos presenciais, porque o ambiente universitário permite uma formação mais ampla. Haddad afirmou que o ensino a distância pode ser um instrumento para a formação de professores em serviço que estão muito distantes dos grandes centros.

Paulo Renato concordou que o meio, nesse caso, é secundário. Citou a Open University, maior centro de formação de professores da Inglaterra, que, antes da internet, usava o correio como mídia.

Em outros países com resultados bastante melhores que o nossos em matéria de aprendizagem dos alunos, a questão da formação de professores está muito centrada na prática, em estágios nas escolas, em que nos primeiros anos em que o professor é admitido na rede ele é supervisionado em seu trabalho diário, disse. Esse para mim é um ponto mais importante do que simplesmente discutir se será presencial ou a distância.

Atratividade da carreira

Haddad ressaltou a necessidade de capilarizar mais a nossa rede de oferta de cursos de licenciatura. Ele destacou a criação de 38 institutos federais, antigos Cefets, centros de ensino técnico que têm de dedicar 20% do orçamento a quatro licenciaturas: física, química, biologia e matemática. Esses cursos estarão em mais de 300 cidades, afirmou. Aquela ideia de levar o jovem para a capital, formá-lo lá e imaginar que ele regressa ao município para dar aula tem de ser substituída por uma visão de que é a rede que tem de ir até o jovem e oferecer condições para que ele possa se formar com qualidade.

Escola de formação

Recém-criada, a escola de formação de professores de São Paulo dará cursos de quatro meses a candidatos aprovados em concurso público. A aprovação nesse curso será obrigatória para o ingresso na carreira. Paulo Renato abordou o tema a partir da um questionamento da plateia: o concurso, por si só, não é já o fator de seleção?

Esse curso de quatro meses será parte do concurso, argumentou, afirmando que o objetivo da escola é focar na prática da sala de aula, tanto na questão dos conteúdos como na didática específica de cada disciplina. O secretário disse que essa forma de dupla seleção, por concurso e escola de formação, já é adotada em várias carreiras públicas, como as do Itamaraty. Pelo raciocínio de Paulo Renato, o concurso avalia de o professor tem formação adequada e o curso o prepara para a realidade das salas de aula da rede. É uma preparação muito mais prática do que teórica.

Eleições e educação

A temperatura vai aumentar e é natural que isso seja assim, afirmou Haddad. Ele disse que os prováveis candidatos à sucessão presidencial têm grande maturidade política, sabem as dificuldades de estabelecer um sistema de ensino de qualidade. Haddad disse que o país tem sido, de certa forma, ambicioso nas suas metas para a educação.

Ainda somos um país de renda per capita intermediária, estamos tentando nos aproximar de países com quatro, cinco vezes a nossa renda per capita, afirmou. Todos os candidatos saberão abordar adequadamente o tema, que é complexo, exige políticas de Estado, perseverança e se, em algum momento, alguém sair do script previsto, não faltarão assessores para reorientar o bom curso da discussão.

Paulo Renato comentou que no governo Luiz Inácio Lula da Silva, depois de tentativas de mudanças mais radicais, houve a confluência para uma política coerente com o que se fazia na gestão Fernando Henrique Cardoso. Ele destacou a importância de movimentos da sociedade civil, como o Todos pela Educação. Chegamos a um certo consenso do que deve ser feito.

 

Categoria pai: Seção - Notícias

 

Um ponto me chamou a atenção na greve dos professores, funcionários e alunos da USP --e quase tem a ver com as reivindicações salariais. Uma das razões da paralisação é a oferta de vagas de cursos a distância, acusados de baixa qualidade. É uma maluquice elitista e retrógrada.

Com os avanços dos meios de comunicação, natural que se expandam os recursos não presenciais para oferecer ensino. Há evidências, em várias partes do mundo, de que os cursos a distância, se bem preparados, combinados com tutoria virtual e encontros presenciais, produz bons resultados. Aliás, alunos desse tipo de curso, no Brasil, têm demonstrado, nas avaliações, até melhor desempenho em relação aos alunos do sistema regular.

Estão investindo, em primeiro lugar, contra o avanço tecnológico --que já seria uma estupidez sem tamanho especialmente num ambiente universitário, que deveria sempre estar aberto à inovação.

Ataca-se um sistema que, além de aumentar o número de vagas, facilita a entrada na universidade dos mais pobres --outra estupidez de quem se diz preocupado com a inclusão social.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

E-mail:
\n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. > O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Categoria pai: Seção - Notícias

Pesquisar

PDF Banco de dados doutorado

Em 03 de março de 2026, chegamos a 3.898 downloads deste livro. 

:: Baixar PDF

A Odisseia Homero

Em 03 de março de 2026, chegamos a 9.512 downloads deste livro. 

:: Baixar PDF

:: Baixar o e-book para ler em seu Macintosh ou iPad

Uma palavra depois da outra


Crônicas para divulgação científica

Em 03 de março de 2026, chegamos a 16.858 downloads deste livro.

:: Baixar PDF

:: Baixar o e-book para ler em seu Macintosh ou iPad

Novos Livros

 





Perfil

Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

Leia Mais

Publicações

Do Campo para a cidade

Acesse: