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Correio Braziliense
 
 
 Falta Querer
Artigo publicado no Correio Braziliense, no dia 16082007
Cristovam Buarque*
www.cristovam.com.br

 

A Câmara dos Deputados realizou nesta semana um oportuno debate com uma pergunta: Por que a educação deu certo em outros países e não deu certo no Brasil?

A resposta exige apenas três palavras: Porque eles quiseram. A pergunta então é: Por que não quisemos?.

Por três razões: primeira, cultural. Não somos um povo, elite e massa, com visão e sentimento de que educação é um valor fundamental. Para nós, educação é, no máximo, um serviço público, como água, esgoto; com valor inferior aos investimentos na infra-estrutura econômica como energia, transporte, estrada, portos, aeroportos, bancos, e inferior também aos bens de consumo. Nenhuma família brasileira compraria uma televisão em uma loja parecida com a escola onde deixa seus filhos.

Faz parte da cultura brasileira ver a educação como um capítulo secundário ao propósito de renda, patrimônio, bem estar, soberania, justiça, democracia. O padrão de beleza é físico, jamais um jovem é tido como atraente por seus conhecimentos, por suas notas na escola. As novelas mostram seus heróis com base na riqueza, na saúde, no corpo atlético, nunca na formação literária, filosófica ou científica. E, se fizer essa inversão, parecerá falso.

Mesmo aqueles que se preocupam com a educação dos filhos, olham menos o conhecimento que terão do que as vantagens salariais que poderão obter com seus conhecimentos. Por isso, no Brasil, o interesse é maior com o diploma do que conhecimento.

Segunda, histórica. A cultura é conseqüência da história. A população deseducada não dá valor à educação. A má escola de hoje é vista como boa, porque os pais nada tiveram, agora seus filhos têm onde ficar, comer e ter a impressão que estudam. A exclusão gera a aceitação da exclusão, como as castas na Índia. No Brasil, os pobres vêem as boas escolas como um direito apenas dos filhos dos ricos, e os ricos acham que basta educar seus filhos. Os primeiros acham que não é possível uma boa escola para todos, os outros acham que não é preciso.

Terceira, política. Somos um povo dividido entre elite e povão. E historicamente a vontade política é orientada para atender aos desejos da minoria privilegiada, não às necessidades das massas excluídas. Isso vale tanto para os produtos da economia, que atendem ao mercado formado pela renda dos ricos; como para os serviços sociais: moradia, água, esgoto, transporte, cultura e também educação. Por isso, os aeroportos, por exemplo, são federais, mas as rodoviárias, municipais ou estaduais; as universidades, as escolas técnicas são federais, mas as escolas básicas, municipais ou estaduais. Quando os aeroportos entram em crise, o ministro é substituído, surge dinheiro para novas pistas, trens para levar os passageiros da cidade a novos aeroportos. Mas a tragédia educacional das greves se arrasta por meses sem qualquer ação da parte dos governos, especialmente o federal.

Quarta, abandono. Na educação, décadas de abandono fizeram com que o abandono gerasse um descaso ainda maior. O abandono provocou greves, as greves provocam mais abandono; o mesmo se passa com os baixos salários, e a perda de interesse dos professores, com as más condições dos prédios, com o roubo de equipamentos; com a violência.

São essas as principais razões que impedem o Brasil de dar o salto na educação: por falta de uma consciência social que nos impede de ter a vontade política coletiva de mudar.

Por isso, é tão difícil fazer a revolução educacional no Brasil. Não é porque não sabemos como fazer, é porque ainda não nos convencemos de que é preciso fazer.

A saída é fazer da educação uma questão nacional, fazer da escola uma responsabilidade federal. Tomar a decisão de que as escolas terão a mesma qualidade, independente da família em que a criança nasceu e da cidade onde vive. O desafio é convencer o povo de que isso é possível e preciso.

A maior tarefa, de quem quiser mudar a educação brasileira, é assumir o papel de educacionista, convencer, conscientizar os brasileiros de que é preciso e é possível, fazer essa revolução. Só mudando a cabeça do Brasil é que vamos educar as cabeças de nossas crianças, com a qualidade e a igualdade de que o Brasil precisa.

 
* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT DF.
 

Categoria pai: Seção - Notícias

Novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008; mudanças incluem fim do trema. Ministério da Educação já prepara a próxima licitação dos livros didáticos, que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia

Folha de S.Paulo

O fim do trema está decretado desde dezembro do ano passado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u sobrevivem no corredor da morte à espera de seus algozes. Enquanto isso, continuam fazendo dos desatentos suas vítimas, que se esquecem de colocá-los em palavras como freqüente e lingüiça e, assim, perdem pontos em provas e concursos.

O Brasil começa a se preparar para a mudança ortográfica que, além do trema, acaba com os acentos de vôo, lêem, heróico e muitos outros. A nova ortografia também altera as regras do hífen e incorpora ao alfabeto as letras k, w e y. As alterações foram discutidas entre os oito países que usam a língua portuguesa -uma população estimada hoje em 230 milhões- e têm como objetivo aproximar essas culturas. Não há um dia marcado para que as mudanças ocorram -especialistas estimam que seja necessário um período de dois anos para a sociedade se acostumar.

Mas a previsão é que a modificação comece em 2008. O Ministério da Educação prepara a próxima licitação dos livros didáticos, que deve ocorrer em dezembro, pedindo a nova ortografia. Esse edital, para os livros que serão usados em 2009, deve ser fechado com as novas regras, afirma o assessor especial do MEC, Carlos Alberto Xavier. É pela sala de aula que a mudança deve mesmo começar, afirma o embaixador Lauro Moreira, representante brasileiro na CPLP (Comissão de Países de Língua Portuguesa).

Não tenho dúvida de que, quando a nova ortografia chegar às escolas, toda a sociedade se adequará. Levará um tempo para que as pessoas se acostumem com a nova grafia, como ocorreu com a reforma ortográfica de 1971, mas ela entrará em vigor aos poucos. Tecnicamente, diz Moreira, a nova ortografia já poderia estar em vigor desde o início do ano. Isso porque a CPLP definiu que, quando três países ratificassem o acordo, ele já poderia ser vigorar. O Brasil ratificou em 2004. Cabo Verde, em fevereiro de 2006, e São Tomé e Príncipe, em dezembro.

António Ilharco, assessor da CPLP, lembra que é preciso um processo de convergência para que a grafia atual se unifique com a nova. Não se pode esperar resultados imediatos. A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco países que falam português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste). Mas eles ainda não ratificaram o acordo. O problema é Portugal, que está hesitante.

Do jeito que está, o Brasil fica um pouco sozinho nessa história. A ortografia se torna mais simples, mas não cumpre o objetivo inicial de padronizar a língua, diz Moreira. Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades internacionais: com a grafia de Portugal e do Brasil. Não faz sentido, afirma o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça. Para ele, Portugal não tem motivos para a resistência. Fala-se de uma pressão das editoras, que não querem mudar seus arquivos, e de um conservadorismo lingüístico. Isso não é desculpa, afirma.

 


 

Categoria pai: Seção - Notícias

 

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Nossa guerra
Artigo publicado no Jornal do Commercio, no dia 10082007
Cristovam Buarque*
www.blogdocristovam.com.br

 

Na semana passada, no município catarinense de Joaçaba, uma moça pôs um gravador na minha frente e perguntou: O que você diria ao pai de um jovem de 16 anos que diz ter decidido ser professor? Respondi: Diria que me sentia como se o rapaz estivesse se alistando no Exército em tempos de guerra. O pai tem todo o direito de se assustar com o futuro do filho, mas tem motivos para se orgulhar do seu patriotismo. A pergunta de Santa Catarina se justifica plenamente. Hoje, raros pais ficam felizes com a opção de um filho pelo magistério.

Um mês atrás, em Brasília uma professora da rede pública me disse que o pai deixou de falar com ela, desde quando ela lhe comunicou sua opção pelo magistério. No Brasil, escolher o magistério é um gesto extremo, como alistar-se para ir à guerra.

É triste reconhecer, mas a carreira de professor não oferece um futuro promissor. O jovem que escolhe essa carreira provavelmente terá um salário baixo, trabalhará em escolas fisicamente degradadas, não contará com modernos equipamentos, enfrentará turmas desmotivadas e estará sujeito a atos de violência. Entretanto, são esses os profissionais que enfrentarão a guerra da construção do futuro do Brasil. São soldados do futuro, são patriotas.

A razão óbvia para essa posição está nas péssimas condições de trabalho, inclusive salariais. Por trás, há razões mais profundas. Quando um jovem escolhe a carreira de médico ou engenheiro, o pai vê três vantagens: um futuro promissor, uma boa remuneração e o orgulho de filho que ajuda a construir o País. É um soldado do futuro e bem pago. Na opção pelo magistério, o pai não tem o sentimento de construção do futuro, do respeito social pelo filho, e sabe dos baixos salários que ele provavelmente terá.

Ainda mais do que o salário, o que pesa na frustração dos pais é a falta de reconhecimento, como se esta fosse uma profissão menor. Mas a falta de reconhecimento decorre principalmente do baixo salário. Cria-se um círculo vicioso: não é uma carreira de sucesso porque os salários são baixos, e não há reconhecimento. O professor se sente diminuído e mais diminuído fica.

Os servidores do Banco Central fizeram uma greve, no mesmo período que professores em diversos estados. Em média, o simples aumento pleiteado pelos funcionários do Banco Central equivalia a quase duas vezes o salário mensal dos professores. Porque, na visão do Brasil, a educação é secundária. Não se percebe que o futuro econômico nacional está no capital-conhecimento, e que a quebra da desigualdade social só virá com o acesso de todos a uma escola com a mesma qualidade.

Quando a falha de infra-estrutura aérea ficou evidente, o governo decidiu construir novas pistas, novos aeroportos, trens especiais para levar os passageiros. Bilhões de reais foram rapidamente prometidos. Isso porque os aviões precisam decolar. Mas não há recursos para fazer o País decolar com a construção dos aeroportos do futuro: as escolas.

A maior dificuldade para tirar o Brasil do impasse que vive sua sociedade é convencer a opinião pública de que a escola é importante e os professores são os construtores do futuro.

Quando isso acontecer, no momento em que nascer uma criança, seu pai vai colocá-la nos braços, olhará seu rostinho e dirá: Quando crescer, vai ser professor. E pensará: vai ter uma bela carreira, um bom futuro e ajudará o Brasil a vencer nossa guerra contra a pobreza, o atraso, a desigualdade. Nesse dia, a pergunta feita na semana passada perderá o sentido.


 
* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT DF.
 

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Categoria pai: Seção - Notícias

Clicando no endereço eletrônico abaixo vocês poderão assistir ao vídeo: Escrever para aprender a escrever.
Um ótimo trabalho no Maranhão!
Abraços,
Ana Dilma

Para ler o texto, clique em :
http:revistaescola.abril.com.brmultimidiapag_videogal_video_245285.shtml
Boa leitura!

 

Todo ano, um de cada seis alunos que entram na
1ª série é reprovado. Outros 18% chegam à 4a série
sem terem sido alfabetizados. Essas crianças,
condenadas ao fracasso no início da escolaridade, vêm
de famílias que não têm acesso à leitura e à escrita e, mal
atendidas pelo sistema de ensino, acabam permanecendo
nessa situação de exclusão. Em várias escolas brasileiras,
porém, há professores dedicados que não aceitam
desculpas extraclasse para não ensinar.NOVA ESCOLA
encontrou três profissionais que acreditam, de
fato, que todos podem aprender. As histórias de Janice
Cunha, de Porto Alegre, e Edinelma Ferreira de Souza,
de Utinga (BA), você encontra no nosso site.Nestas páginas,
você vai conhecer Mariluci Falco Fernandes Kamisaka
e sua turma de 1ª série da EE Maria Odila Guimarães
Bueno, em São Paulo.
Neste ano, ela tem uma turma com 32 crianças, quase
todas moradoras da favela de Heliópolis, a maior da
cidade. Elas são filhas de pais com baixa escolaridade e
têm pouco acesso a materiais escritos – o que as diferencia
das nascidas em ambientes em que livros, revistas
e jornais circulam naturalmente e em que a leitura
é valorizada e a escrita utilizada no dia-a-dia. Ensinar
para essa clientela, que muitos consideram condenada
ao fracasso, não assusta Mariluci.Ao contrário.Com conhecimento
teórico, uma prática bem planejada e muita
dedicação, ela tem evitado que seus alunos sigam na
escola e na vida enfrentando dificuldades para fazer da
leitura um meio de aprender, se informar, trabalhar e
participar da sociedade em pé de igualdade.
Mariluci não inventou nenhum método revolucionário.
Muito do que essa professora de 39 anos faz está
descrito nos Indicadores de Qualidade na Educação – Ensino
e Aprendizagem da Leitura e da Escrita, elaborados
pelo Ministério da Educação (MEC), pela Ação Educativa
e por outras entidades ligadas à alfabetização.O documento
defende que os estudantes tenham contato
com diferentes tipos de texto, ouçam histórias todos os
dias e observem adultos lendo e escrevendo. Além disso,
recomenda que a escola ofereça uma rotina de trabalho
variada e que os professores os incentivem o tempo
todo. No que depender de Mariluci, todos os itens
estão contemplados:“Meus alunos podem e vão aprender.
Eu trabalho para que isso aconteça”.
Com um planejamento que inclui atividades diversificadas
e muito estudo e dedicação, Mariluci Kamisaka garante
que seus alunos, moradores da maior favela de São Paulo,
saiam da 1a série lendo e escrevendo
THAIS GURGEL
\n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. > O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
ALFABETIZAÇÃO
todos eles
até o fim do ano”

Categoria pai: Seção - Notícias

Correio Braziliense - 28072007

Professor e qualidade de ensino

PAULO NATHANAEL PEREIRA DE SOUZA

Doutor em educação e presidente do

Conselho de Administração do

Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)

 

O ensino será o que forem os professores. Uma política educacional que se esmerasse na construção dos prédios escolares, que se voltasse para equipamentos sofisticados e que se aprofundasse em inovações curriculares e metodológicas, mas que se esquecesse do professor, estaria fadada ao insucesso. Porque o bom professor faz o bom ensino, apesar de todas as precariedades de meios que vierem a cercar o seu trabalho. Se essa é uma regra para todos os níveis de ensino, valerá muito mais para o ensino fundamental e, dentro dele, para as suas séries iniciais. A obra da educação nessa fase vive das impressões que a presença do mestre causa na criança. Esquecese a lição, não se esquece a influência marcante do professor. Só com o professor satisfeito e seguro, preparado e afetuoso se formará a criança, porque a educação sempre se fará apesar do ensino, desde que haja um clima de simpatia no relacionamento entre o mestre e o discípulo.

O que se observa hoje, entre nós, é uma incompreensível indiferença em relação ao professor, principalmente os das séries iniciais, por cujas mãos passa a maioria esmagadora dos brasileiros que completam sete anos de idade. Desvalorizado profissionalmente, mal pago e desestimulado pela falta de perspectivas de realização pessoal, vai o mestre-escola perdendo o interesse pelo que faz, em detrimento da obra educacional que lhe está confiada. A isso se pode, sem exagero, chamar de desastre nacional, pois a qualidade de vida das novas gerações dependerá, em grande parte, do sucesso ou do insucesso da primeira experiência de escolaridade - que, na maioria dos casos, poderá ser a única. Coincide ela, em cada criança, com a fase crítica de formação das bases da personalidade e da aquisição da visão inicial do mundo, daí a gravidade de que se reveste a situação.

Por isso, não basta afirmarem políticos e educadores ser o ensino a maior prioridade nacional e entenderem que, ao garantir vagas nas escolas para todas as crianças de 7 a 14 anos, terão cumprido o seu dever. Tão importante quanto assegurar a existência de vagas é conceder apoio ao professor, que dará efetividade e consistência à democratização de oportunidades educacionais. O primeiro, se bem que não o único, apoio devido é o que diz respeito ao regime de trabalho do professor e, por conseguinte, à sua remuneração. Não são necessárias demonstrações estatísticas para evidenciar um fato notório que ninguém desconhece: dos trabalhadores qualificados deste país, poucos ganharão pior do que o professor, especialmente aquele das séries iniciais de ensino fundamental. A explicação que se dá é sempre a mesma: há professores demais na rede escolar e dinheiro de menos nos orçamentos públicos. Explicação melancólica, já que a ação do professor teria que ser encarada, não como algo que se paga mal, porque há sempre uma permanente limitação de verbas, mas como aquela tarefa para a qual não há sucedâneo e que deve ser remunerada à altura de sua importância, ainda que à custa de sacrifícios de outras prioridades. Afinal, qual é o preço do trabalho do professor de primeiras letras? O mesmo preço do destino de um povo, se é que este possa ser estimado em custos financeiros.

Se outros países resolveram o problema e questões tão ou mais intrincadas do que essa têm sido enfrentadas com sucesso pelos brasileiros, por que não buscar uma solução à altura da sua importância? À altura e com a devida urgência, eis que a situação tende a ficar dramática. Pois não só se acentua a evasão de professores dos quadros do ensino, como as novas gerações não mais demonstram interesse pela carreira do magistério e conhecemse numerosos casos de professores que abandonam a profissão, trocando-a por empregos mais bem remunerados no comércio, nos bancos, nos escritórios. Nada há de absurdo nisso, considerando que há regiões onde o professor ganha menos que o salário mínimo. Foi-se o tempo em que, num estado como São Paulo, o professor primário ganhava tanto quanto o juiz de direito, sendo ótimo partido para as meninas casadoiras ou, quando mulheres, para os rapazes sem profissão definida, nem renda própria.

O baixo rendimento escolar no ensino fundamental, que tanto preocupa os estudiosos do setor, não será corrigido apenas com a remessa do professorado a reuniões, encontros e até cursos de atualização e aperfeiçoamento didático. Esse é um procedimento com o qual se gastam verbas polpudas e não raro se desperdiçam esforços hercúleos para, ao final, obter-se um resultado próximo a nada. Preocupado com a sobrevivência no dia-a-dia, fazendo milagres para manter-se e manter a família num estilo de vida fronteiriço à miséria, tendo que trabalhar num segundo emprego ou, quando não, dando aulas em vários estabelecimentos de ensino, como se fora máquina, o professor não reúne um mínimo de condições psicológicas para melhorar os padrões didáticos à custa de novos cursos e novos seminários de estudo.

No momento em que o professor for pago convenientemente, voltarão a povoar-se as escolas normais e as faculdades de filosofia, os concursos ao magistério terão mais e melhores candidatos, o nível de ensino se qualificará e uma gama imensa dos atuais problemas escolares se resolverá como por um passe de mágica. E o que é mais importante: o futuro da nação estará mais bem assegurado do que esteve no passado e está no presente.


 

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Nasci no remoto ano de 1945, em São Lourenço, encantadora estação de águas no sul de Minas, aonde Manuel Bandeira e outros doentes iam veranear em busca dos bons ares e águas minerais, que lhes pudessem restituir a saúde.

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